setembro 10, 2012

............... O NOVO SEMPRE vem – ELEIÇÕES 2012 em ITABUNA



 
Ilustações: 
GUILLERMO PÉREZ VILLATA


Deixei de votar em Itabuna, transferindo o título eleitoral para Natal, a cidade onde vivo nos últimos dois anos e meio. De certa forma, não deixa de ser um alívio, andava cansado da antigas e inférteis disputas políticas à moda antiga. Os anos passaram e a situação política local vem mudando, abrindo caminhos para outras contendas. Fernando, praticamente aposentado, usufrui seus milhões. Dentro de poucas décadas, será como outros homens públicos que um dia iludiram o eleitor, ou seja, soterrado na poeira do tempo. Geraldo, também enriqueceu fazendo política. Ele finge não perceber que a máscara caiu e rola ladeira abaixo. Perde milhares de votos a cada eleição. Inconformado, sem prestígio e impedido de disputar as eleições municipais devido à ficha suja, tenta que o itabunense engula a qualquer custo sua nada carismática esposa, numa insistente forçação de barra. A derrota é evidente, e esse panorama traduz uma certa esperança: a ribalta para os novatos. O novo é sempre bem vindo, até que prove que nada tenha a acrescentar de benéfico. De fato, há ocasiões em que nos sentimos impotentes, ao vermos triunfar as nulidades ou desfilarem diante de nós essas figurinhas carimbadas que não supúnhamos que tivessem o descaramento necessário para candidatarem-se ou investirem em familiares, como se vivêssemos numa monarquia. Nesses momentos de nossas existências se instalam o cansaço e o esmorecimento morais, diante da mediocridade quase sempre vencedora, por ser numerosa, organizada, expansiva, subserviente, comprometida, persistente, camaleônica e indubitavelmente doutorada em jogo de cintura. É desanimador ver expoentes jubilados em corrupção continuarem no páreo com possibilidades eleitorais. Que expectativa, enfim, podemos ter se vemos a impunidade e a omissão prosperarem, e corruptos, na maciota, à sombra de candidaturas? Itabuna está a ver navios, sob o comando de salvadores da pátria de araque, desfrutadores do dinheiro público que enriquecem sem fazer força, apenas pilotando mandatos.
 

Felizmente, vê-se uma luz no fim do túnel: o PT em maré baixa e novos políticos na praça. Percebi isso claramente nos recentes dias de agosto passados em Itabuna. De longe, avistei uma frouxa caminhada da candidata de Geraldo. Constrangedor. Lembrei-me imediatamente de outros tempos fervorosos, marcados pela claquete apaixonada da Direc 7 e a empolgação partidária do PCdoB. Tempos que dificilmente retornarão. A candidata está sendo explicitamente rejeitada. O povo parece que tomou consciência da farsa de Geraldo. A presença de Juçara também não contribui para imprimir confiança ao eleitorado. Conformada em ser fantoche, repercute tão mal que os marqueteiros de plantão tentam mascará-la como uma dama de voz suave, educação ímpar, coração aberto e generoso. O teatro não funciona numa cidade pequena. Todos conhecem ou já ouviram falar dos modos e rompantes temperamentais de dona Juçara. Conversando com um moto-boy, perguntei em quem ele iria votar. “Só sei em quem não votarei de jeito nenhum: Juçara”, respondeu com convicção. Fiquei curioso, procurando saber o motivo da aversão. “Tá vendo essa mulher educada na propaganda eleitoral, dizendo que ama Itabuna? É armação. No tempo do Viva Maria fui procurá-la, pois soube que estavam distribuindo enxovais para recém-nascidos e meu primeiro filho havia acabado de nascer. Não fui atendido, mas resolvi falar com ela de qualquer jeito e fiquei horas esperando até que ela deu as caras. Então, eu disse humildemente: ‘Dona Juçara, sou pobre, estou desempregado, meu filho acaba de nascer e preciso de um enxoval’. De cara fechada, ela respondeu na maior grosseria: ‘Quando você fez o filho veio pedir a minha ajuda?’. E virou as costas. Fiquei com lágrimas nos olhos. Todo mundo olhando pra mim. Depois disso, ninguém na minha família vota em Geraldo ou nela nem morto”.

Continuei a pesquisa pessoal. Todos que eu perguntava em quem iria votar respondiam Vane ou Azevedo. Até mesmo gente do próprio Partido dos trabalhadores (alguns da cúpula ou da fundação do Partido). Parece que Geraldo será absolutamente derrotado em sua pretensão eleitoral. Bem feito, a bem dizer, ele, de alguma forma, traiu e pisoteou muita gente. Fiquei com pena da amiga Acácia Pinho como vice, envergonhada na chapa de um farsante vestido de suspeição e maracutaias. Ela bem que podia dispensar-se dessa companhia sem  luz e sem mais o gozo da preferência popular. Foi uma costura malfeita, desagradando ao senso dos cidadãos. Acácia deve estar sofrendo o impacto da insatisfação daqueles que têm reserva quanto à candidatura de Juçara. Sabemos que é um conchavo, um arranjo que a submete a comer uma fatia do bolo sem sabor. Coadjuvante, enfim, de um grupo político leproso. De fato, sinto a náusea de existir num mundo em que a corrupção e a hipocrisia fazem festa, mas não perco a esperança. A queda de Geraldo Simões representa que nem tudo está ao Deus-dará. É o povo grapiúna se rebelando contra o abandono e a incúria, a ganância e a usura. Audaz, vai se arriscar em novos nomes para a prefeitura da machucada Itabuna. De coração, fico feliz com a evidente derrota de Geraldo e os novos tempos que virão nas Terras do sem fim.


setembro 03, 2012

..................... PELOS CAMINHOS das “PEQUENAS HISTÓRIAS...”


 
 
Passei 15 dias viajando, lançando o livro de contos PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR em algumas cidades. Foi uma viagem mágica, de reencontros e novos conhecimentos. Terminei sem  nenhum dos meus cartões de visita. Em Salvador, as amorosas amigas Fahda e Claire Maron comandaram o espetáculo no espaço Água de Gruta, numa noitada íntima, resgatando amigos que eu não via há muito tempo. Em Itabuna, o evento apoiado pela ACATE (Associação dos Amigos do Teatro) e AGRAL (Academia Grapiúna de Letras) reuniu um grande público, entre escritores, poetas, jornalistas, professores e artistas. Acompanhando os lançamentos, a exposição fotográfica A FACE OCULTA, de Morvan França. Vibrei com o repertório musical de clássicos da MPB interpretado por Carlos Santana na Sala Zélia Lessa, o bate-papo num programa de rádio com Ederivaldo Benedito e Adylson Machado e com as entrevistas de tevê com Viviane Carvalho no programa “Hoje em Foco” (TV Itabuna) e Roger Sarmento no telejornal da TV Santa Cruz. Agradeço ao empenho dos produtores culturais Ari Rodrigues e Eva Lima, a imprensa e a todos que compareceram aos eventos. Axé!

IMAGENS
de Edmundo Amorim, Igor Maron 
e Ari Rodrigues

eu e o jornalista valério de magalhães
ari rodrigues, eva lima, eu, fernando caldas e ramon vane
eu e a artista plástica conceição portela

a produtora cultural irá carvalho e eu


izabel cristina sena e eu
eu, eva lima e gustavo lisboa
claire maron, eu e fahda maron
eu e a professora de literatura da uesc tica simões
eu e o jornalista daniel thame
eu, fahda e igor
eu e nilson mendes
paula, eu e luciana conti


eu e marcelle maron
roberta reis, eu e anna áurea mendonça
elson rosário e eu
eu e fahda maron
edmundo amorim, eu e irá carvalho
eu, izabel cristina sena e ivan montenegro

agosto 07, 2012

................................................................................... FLORES de FUEGO




 
O que já passou não existe, dificultando a narrativa de emoções antigas. Algumas vezes a memória se enamora do artificial, do fake, inventando existências. Mas é sempre bom recordar. Hoje passei o dia lembrando o mês que passei em Cuba, em 2003. As recordações de Havana e Varadero continuam autênticas. O primeiro impacto foi assustador. Casarões da época da colônia hispânica em ruínas, chulos, muambeiros, degradação, ícones do comunismo. Como se a ilha fosse o cenário de uma batalha terrível. Não adianta se refugiar num dos luxuosos hotéis canadenses ou espanhóis, planejando um roteiro de turista aprendiz. É preciso observar Cuba com compaixão. Em Havana, pasmo, enfrentei o sol de outubro, ouvindo notícias nos telejornais sobre a aproximação do Furacão Irene. Aturdido, bati perna pelas ruas sujas, deixando o hotel em Miramar, um bairro dos ricos antes da Revolução, nos tempos de Fulgêncio Baptista. No centro, o tumulto, num ritmo de improviso. Som de cânticos. Espanhóis, alemães, guias, ruas estreitas cobertas de artesanato popular, telas coloridíssimas e músicos afinados cantando salsas - percebi imediatamente que a música faz parte da vida do cubano. Fotografei velhos carros norte-americanos - cadillacs, buicks ou bel-airs - e mulheres vestidas de branco, jogando búzios ou cartas, com charutos na boca. Insolente, perguntei a uma delas se podia fotografá-la. Respondeu: “Un dólar,¡muchacho!”. Paguei, tirei fotos e atravessei a praça da catedral barroca, emocionando-me quando uma idosa, de mais de 80 anos, levantou os braços magros em prece e sorriu. Aproximei-me, recebendo um santinho com a frase “Jesús en vos confío”. Desviei-me de um gordo que vendia flores, de uma charrete com um cavalo portando chapéu com fitas vermelhas, de bicicletas pedaladas por rapazes bonitos. Na varanda de um casarão habitado por inúmeras famílias, um Cristo adornado por flores minúsculas.

No hotel Ambos Mundos, onde Ernest Hemingway morou na década de 30, provei mojitos - bebida à base de rum, limão, hortelã e pimenta -, enquanto a pianista tocava um bolero de Nat King Cole. Através da vidraça, nativos de sorriso rasgado; o espetáculo de carros dos anos 40 e 50 ziguezagueando entre lentos animais; ônibus compridos e desconfortáveis cheios demais; prédios sórdidos e vistosos; putas jovens e sensuais - um museu vivo! Nada falta para o estrangeiro atônito: um mar azul-turquesa, uma história sórdida, um presente agonizante e aquele ar pouco convincente de felicidade. Então, o céu explodiu em fogos de artifício, como flores em chamas, enquanto conversava com um cubano.  Ele me falou de como aprecia as telenovelas brasileiras, mostrando uma fotografia de Regina Duarte na parede do bar-restaurante La Bodeguita del Medio. No entanto, não é permitido conversar muito tempo com o povo, nem fotografar militares. Numa casa de charutos, comprei Cohiba, acendendo um deles no El Floridita, aprendendo que fumar habanos é uma fonte de prazer, e sem deixar de pensar que podia estar sentado na mesma cadeira que um dia Ava Gardner ou Gary Cooper descansaram o traseiro. Tomei daiquiris conversando com o barman-chefe vaidoso de seus broches na lapela. Fugindo do turismo banal, lembrei-me de Paul Bowles dizendo “não sou turista, sou um viajante”. Assim também pensa o chileno Luis Sepúlveda, e penso eu. Os turistas são uma espécie de gafanhoto devorando tudo por onde passam. Feitos em série, inexpressivos, numa relação monótona com a vida. Não há espírito, não há fé. Prefiro estar no meio dos suburbanos, dos alternativos, dos santos, dos poetas, dos boêmios. Por fim, escaldado pelo calor e pela miséria, perguntei-me onde se esconde o desenvolvimento de Cuba? O suor me abraçava como monstro pegajoso. Ao anoitecer ouvi boleros no cabaré Dos Gardénias, depois estive no Palácio de La Rumba. Amanhecendo, curei a ressaca ao lado de pescadores, lendo um Carpentier, já que Cabrera Infante e Reinaldo Arenas são proibidos. De qualquer maneira, não pretendo jamais voltar a Cuba.

julho 20, 2012

................................................... ANTONIO NAHUD: uma BIOGRAFIA




 
ANTONIO NAHUD (Itabuna, Bahia. 13 de junho de 1969). Escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, blogueiro. Cinéfilo incorrigível. Nascido nas terras-do-sem-fim do sul baiano, morou em diversas cidades brasileiras (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo etc.) e europeias (Lisboa, Sintra, Londres, Madri, Paris, Barcelona). Desde 2010 vive em Natal, Rio Grande do Norte. Recebeu o Título de Cidadão Natalense e o Troféu Cultura - RN de Melhor Livro de 2013 / Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano.  Autor de onze livros que abordam diversos gêneros (crônica, poesia, conto, ensaio) e retratam sua vivência errante. Editado por pequenas editoras, vem sendo reconhecido como um dos valores da literatura nordestina. O mais velho dos seis filhos (Neto, Urbano, Paulo José, Marcelo e Anna Áurea) de um advogado e uma ex-funcionária dos Correios e Telégrafos, Antonio e Maria de Lourdes. Criado na fazenda de cacau Bela Vista, à beira da Mata Atlântica, cortado pelo Rio Cachoeira. Nas bibliotecas paterna e do tio-padrinho, o advogado e procurador geral da União Gervásio Santos, descobriu Charles Dickens, Victor Hugo, as irmãs Bronte e Monteiro Lobato. 
 
primeiro à direita, com irmãos e primos,
aos sete anos
Adolescente, escreveu folhetins inspirados em filmes. Entre eles, “Vidas em Tempestade”, narrativa de uma jovem herdeira perseguida por parentes desonestos. Escondida numa ilha paradisíaca, enamora-se de um místico. Os escritos ingênuos desaparecem em um incêndio. No colégio Divina Providência, em Itabuna, conheceu duas figuras fundamentais na sua trajetória literária: os poetas Ruy do Carmo Póvoas e Genny Xavier. Aos 17 anos, em Salvador, iniciou arquitetura na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desistindo do curso, assumiu o jornalismo como profissão. Atuou na redação de diversos jornais do Sul da Bahia, estreando como repórter de cultura na tevê Manchete em 1988. 
 
Em 1990, mudou-se para São Paulo, trabalhando na Editora Siciliano como assistente do editor Pedro Paulo de Senna Madureira e, a seguir, como assessor de comunicação do político José Aristodemo Pinotti. Amigo da poeta Hilda Hilst, frequentou sua casa em Campinas durante dois anos. Partiu para a Europa em 1994. Por doze anos viveu no Velho Continente, cobrindo festivais de cinema, encontros literários e outros eventos artísticos para os jornais Folha de S. PauloO Tempo” (MG), Tribuna do Norte(RN) e A Tarde” (BA), entre muitos outros. Entrevistou mais de 100 celebridades, incluindo quatro escritores vencedores do Nobel e diversos profissionais de cinema premiados com o Oscar. De volta ao Brasil, assumiu a vice-diretoria do Centro de Cultura Adonias Filho, na Bahia, enquanto escrevia semanalmente a coluna “Curto / Circuito, no Diário Bahia. Atualmente é assessor para assuntos literários do presidente da Academia de Letras do Rio Grande do Norte, Diogenes da Cunha Lima, e edita dois blogues, entre outras atividades culturais. 
 
  OBRAS do AUTOR

O APRENDIZ do AMOR 
poesia, 1993

RETRATOS em PRETO & BRANCO – CONTOS GÓTICOS de MADRID 
contos, 1996

FICAR AQUI SEM ser OUVIDO por NINGUÉM / CAPRICHOS
  contos, 1998


ARTEPALAVRA – CONVERSAS no VELHO MUNDO
 
entrevistas, 2003

Um SENTIDO PARA a VIDA – Uma BIOGRAFIA de DIOGENES DA CUNHA LIMA 
biografia, 2004

Se UM VIAJANTE numa ESPANHA de LORCA 
crônicas, 2005

SUAVE é o CORAÇÃO ENAMORADO 
poesia, 2006

LIVRO de IMAGENS 
poesia, 2009

PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO
contos, 2012

AGNELO ALVES – 8 DÉCADAS 
biografia, 2012

CONFISSÕES 
poesia, 2014

NASCIDA PARA a FELICIDADE
 biografia, 2015

OBRAS no EXTERIOR

Três livros publicados em Portugal: “Retratos em Preto & Branco - Contos Góticos de Madrid” (1996), Ficar Aqui Sem Ser Ouvido Por Ninguém / Caprichos” (1998) e “Se um Viajante numa Espanha de Lorca” (2005). Tem contos e poemas em antologias norte-americanas, argentinas, espanholas e portuguesas.

caio fernando abreu e eu 
 TEATRO

Os PRESOS do CAMACÃN / GALÁXIAS

A TERRA VISTA ATRAVÉS dos OLHOS de DUAS MULHERES PÁLIDAS 
co-autor Genny Xavier

ENTRE NÓS 
perdido

TRIUNFO 
perdido

PEQUENAS HUMILHAÇÕES

ADAMASTOR 
perdido

ÁGUAS, LUAS DOIDAS 
perdido, 1994

As ATRIZES 
 1994

Em CARNE VIVA 
2000

As SOMBRAS SÃO tão IMPORTANTES QUANTO a LUZ 
sketch, 2002

Das SOMBRAS 
2003

CAVALOS SOB a LUA CHEIA 
incompleto, 2003

SONHOS que MENTEM 
2006

DUAS MULHERES bem COMPORTADAS 
2009

COLUNAS e BLOGUES

De COR e SALTEADO  
Jornal Agora

CULT-MOVIE 
Tribuna do Cacau

ARTE & PECULIARES 
Revista Prefácio

IDEIA NOVA 
Folha do Cacau

NOTORIUS 
Diário de Itabuna

ARTE ASSINADA 
Tribuna do Cacau

FEIRA de VAIDADES 
O Regional, 1994

O PENSAR CULTURAL 
Virtual Cult, 2003

No SILÊNCIO da NOITE 
2003

El GITANO 
2004

TRÊS VEZES BAHIA 
2005

O REI MORREU, VIVA o REI 
2006

LADO B 
Jornal de Hoje – Primeira Edição, 2006

CURTO-CIRCUITO 
Diário do Sul, 2008

CINZAS e DIAMANTES 
2010

O FALCÃO MALTÊS 
2010

eu e o poeta claudius portugal
PREMIAÇÕES

Primeiro lugar no Concurso da Academia Juvenil de Letras (Secção da Bahia) com “Os Presos do Camacãn”

Primeiro lugar no concurso Estórias Curtas da Região do Cacau (PACCE) com “Diário de Loucura e Razão” (Comissão julgadora composta por Cyro de Mattos, Maria de Lourdes Netto Simões e Valdelice Pinheiro)

Primeiro lugar no Concurso de Contos Hélio Pólvora para autores inéditos em livro, promovido pelo P.A.C.C.E., com “Almanaque para Floristas / Feminina Falácia Existencial

Segundo lugar no Terceiro Concurso de Contos de Franca (São Paulo), com “Fúria”, promoção da Prefeitura Municipal de Franca (comissão julgadora, Caio Porfírio Carneiro, Roberto Fontes Gomes e Laura Vargas)

Primeiro Lugar, Prêmio Qorpo Santo, com “Galáxias, no II Festival de Leituras Dramáticas do Rio de Janeiro

Primeiro lugar no concurso literário Cidade de Itabuna (Fundação Cultural do Estado da Bahia / Centro de Cultura Adonias Filho), com o livro “Contos e Lendas de Paixões Mórbidas”

2º. Ex-aequo no concurso do DN-Jovem - Diário de Notícias, de Lisboa, com “Uma Tarde de Primavera”

Troféu Cultura de Melhor Livro do no / RN por Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano

eu e nélida piñon
DEPOIMENTOS

“La poesia de Antonio Nahud es todo um desafio a la imaginación, um regalo para los sentidos. Brillante y extravagante. Es dúctil, cromática, igual de sabrosa em la evocación lírica que en el testimonio social
Manuel Puig, escritor argentino, 1988

“Atento à modernidade literária, empenhado na estrutur e no que narrar, o novo ficcionismo da Região Cacaueira, no qual despontam nomes expressivos como Antonio Nahud, já transcendeu a saga cacaueira”
Hélio Pólvora, escritor, 1988

“A literatura de Antonio Nahud submerge o leitor num mundo intrépido de terror e tremor, de beleza indescritível e de uma fascinante prospecção filosófica sobre o tempo, a morte, o amor, o horror, o sexo, a busca”
Caio Fernando Abreu, escritor, 1990

“A cada dia os versos de Antonio Nahud purificam ainda mais as palavras abandonadas da nossa língua portuguesa ávida de imagens e ritmos”
Hilda Hilst, poeta, 1992

“A poesia sempre foi um gênero fundamental. Uma das características dela é conservar coisas que de outra maneira se perderiam. Como já não usamos baús, as coisas se guardam nos poemas. A imaginação lúdica do bom poeta grapiúna Antonio Nahud é fértil no seu baú de miudezas densas”
Jorge Amado, escritor, 1993

“Antonio Nahud est um auteur singulier qui a construit une oeuvre poétique lyrique et actuelle. Une écriture marquée par um fort symbolisme, dês représentations sublimées d’images et d’objets ordinaires”
Serge Carrera, jornalista francês, 2001

“Gosto muito do que Antonio Nahud escreve. Acho sua literatura excelente. Ele é um dos meus. Como o Glauco Mattoso e o Roberto Piva dizem, tão carinhosamente, acho que tenho coragem em gostar de escritores que abordam temas malditos ou  noir”
Leila Miccolis, poeta, 2001

“Acompanho e admiro os textos de Antonio Nahud. É um escritor de rara sensibilidade”
Dalila Teles Veras, escritora, 2003

“Um autor de extraordinária coragem na afirmação das suas opiniões, da sua diferença e da sua pertença, cujo vitalismo é tão poderoso quanto a sua imaginação”
Jorge Telles de Menezes, poeta português, 2005

“É por nós, generosamente, que ele cruza oceanos, contempla as paisagens, sem hesitar penetra em labirintos, ausculta cavernas, desvela horizontes, revela territórios reais e poéticos, se expõe Face a Face com geografias desconhecidas e interroga o humano em Diálogos reveladores, sempre, por onde passa”
Vicente Franz Cecim, poeta, 2005

“Antonio Nahud e revela pela palavra naquele quarto mais escuro, já em desuso, que outrora edificou imagens. Um intelectual latino, em andanças de busca por uma Europa que ora o acolhe, ora o rejeita em igual medida, numa lide de paixão que lembra a de alguns amantes, tormentosa/prazerosa, essencial experiência”
Kátia Borges, poeta, 2005

“Antonio Nahud é um peregrino dos mistérios do eu
José Inácio Vieira de Melo, poeta, 2006

REFERÊNCIAS

MENDES, Helena. Venha Ver Itabuna. 1986

IGREJA, Francisco. Dicionário de Poetas Contemporâneos. 1988

IGREJA, Francisco. Dicionário de Poetas. 1991
 

CAPINAM, José Carlos e PÓLVORA, Hélio. Os Seres e as Cores nas Terras do Sem Fim. 1993
 
SIMÕES, Maria de Lourdes Netto. A Ficção da Região Cacaueira Baiana: Questão Identitária. 1998
 
PÓLVORA, Hélio. O Espaço Interior. 1999

AQUINO, Ramiro. De Tabocas a Itabuna – 100 Anos de Imprensa. 1999

COUTINHO, Afrânio e SOUZA, J. Galante de. Enciclopédia de Literatura Brasileira. 2003

REHEM, Reniglei. Literatura do Cacau I e II. 2010

GOMES, Carlos. O Velho Imigrante. 2012

APRESENTAÇÕES

Recital de poesia em Figueira da Foz, no Palácio Sotto Mayor, Portugal, em 31 de setembro, interpretando Pessoa, Lorca, Boris Vian e Walt Whitman (1996)

Recita poesias no bar Tasca à Latina, em Sintra, Portugal, promovido pelo fanzine Corpo (1997)

Participa do First Festival Naked Poets in London, no The Institute of Contemporary Arts (ICA) (1998)

Participa de recital em Brixthon, Londres, com a presença do escritor beat Lawrence Ferlinghetti (1998)

Recital público em Edimburgh, Escócia (1998)

Interpreta poemas de Hilda Hilst, Paulo Leminski, Ferreira Gullar e Vicente Franz Cecim no “Barcelona Poesia – Set Dies de Poesia a la Ciutat”, na Plaza del Rei (2004)

Na noite de estreia da exposição de fotografias “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca” em Tarifa, Cádiz, no La Sacristia, o autor interpreta poema de Federico García Lorca (2004)

Leitura de poemas na 17ª. Edición de la Semana Negra de Gijón (Astúrias, Espanha), de 9 a 17 de julho (2004)

Participa do sarau “Poesia Atlântica – Saudação à Primavera”, na Praia Grande (Sintra), ao lado de Jorge Telles de Menezes, Risoleta Pedro Pinto, Rui Mattoso, Duarte Braga e Marta Lança (2005)

Integra o grupo Meninos da Avó, em Sintra, Portugal, com saraus quinzenais, às quintas-feiras (2005)

Dentro do projeto “Aula Comentada”, fala sobre sua literatura e interpreta poemas na Universidade do Estado da Bahia (Campus XV Valença), coordenado pela antropóloga Cora Macedo (2006)

Poeta convidado do “Poesia na Boca da Noite”, no restaurante Grande Sertão, em Salvador, coordenado por José Inácio Vieira de Melo e ao lado da poeta carioca Helena Ortiz (2006)

Poeta convidado do projeto “Imagem do Verso, coordenado por Elizeu Moreira Paranaguá, no Poesia no Porto, onde apresenta o vídeo-poema “Tributo a Kurosawa” e faz homenagem a Rainer Maria Rilke (2006)

Ao lado do músico Luiz Gadelha e dos atores Henrique Fontes e Tatiana Deassu, interpreta poemas de “Suave é o Coração Enamorado” no lançamento deste livro na Casa da Ribeira, em Natal, RN (2006)

Ao lado dos poetas Linaldo Guedes, Astier Basílio e Paula Ziegler e da atriz Petra Ramalho faz leituras de poemas de “Suave é o Coração Enamorado”, no Mister Caipira, Manaíra, João Pessoa (2006)

em paris na shakespeare & cia.
ENCONTROS LITERÁRIOS

Encontro literário em Registro, interior de São Paulo, coordenado por Leila Miccolis e Urhacy Faustino (1989)

Participa do encontro Depois do Muro – Caminhos da Nova Literatura Alemã”, no Acarte (Fundação Calouste Gulbenkian/ Goethe-Institut Lissabon / Casa Fernando Pessoa) com leituras, debates, conferências e lançamentos literários. Entre os escritores, Durs Grunhein, Brigitte Kronauer, e Wolfgang Hilbig (1996)

Em Rochefort-sur-Mer, na França, participa da Fête du Livre – Balcon sur l’Atlantique (1996)

Participa do encontro internacional “Poesia em Lisboa”, de 21 a 25 de maio, na Casa Fernando Pessoa, com a colaboração do Pen Club. Entre outros, estiveram presentes os escritores Nona Issaia (Grécia), Osten Sjostrand (Suécia), Bernard Noel (França), Luísa Castro (Espanha) (1996)

Participa do encontro “Festa da Língua Portuguesa”, no Palácio Valenças, em Sintra, conhecendo os escritores Mia Couto, Pepetela, Ruy Duarte de Carvalho e Manuel Rui Monteiro (1997)

Participa do colóquio “Desejos Urbanos”, no auditório do Rio do Mouro, com temas diversos como “As Expressões Artísticas Próprias do Subúrbio” (1997)

Participa da jornada de reflexão pelo 40º. aniversáro de morte do escritor grego Nikos Kazantzaki, autor de Zorba, o Grego, na Sociedade de Línguia Portuguesa (SLP), em Lisboa. (1997)

Participa da conferência “O Berliner” Ensembler Agora”, por Stefan Suschke, sobre a companhia teatral criada por Bertolt Brecht em 1949, no Goethe Institut, com a apresentação no CCB dos espetáculos “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” e “Quartett”, com direção de Heiner Muller (1997)

Participa do ciclo “Duplo Caminho – Literatura Contemporânea de Flandres e dos Países Baixos, na Casa Fernando Pessoa/Fundação Calouste Gulbenkian, onde conhece a escritora portuguesa Lídia Jorge (1997)

Presente no 18º. Salon du Livre, na Ponte de Versailles, com o Brasil como país convidado (1998)

Participa do “IV Encontro Internacional de Poetas”, em Coimbra (Portugal), organizado pelo Grupo de Estudos Anglo-Americano da Faculdade de Letras da UC, com a presença do crítico literário Harold Bloom (2001)

Participa do “Encontro Internacional de Jornalismo Cultural”, no Porto (Portugal), uma iniciativa do Centro de Formação de Jornalistas / Porto 2001, capital européia da cultura (2001)

Participa do Café Literário da VI Bienal do Livro da Bahia, dia 24 de agosto, no Centro de Convenções de Salvador, ao lado da poeta Kátia Meccés e da dramaturga Cacilda Póvoas, com leitura do seu texto “A Alma de Um Homem”, pela atriz Meran Vargens e apresentação/entrevista de Doris Pinheiro, da TVE. (2003)

Na “Semana dos Autores Vivos”, da Associação Lês Auteurs de L’Ombre, faz leitura de “Das Sombras” (2004)

Presença no Fórum Barcelona das Culturas (2004)

Participa da 17ª. Edición de la Semana Negra de Gijón (Astúrias, Espanha), de 9 a 17 de julho de 2004

Participa da “IV Jornadas Poéticas”, em Barcelona, no La Pedrera, promovida pela Associação Colegial de Escritores de Catalunha, Cedro e Fundação Caixa Catalunya (2004)

Leitura do conto “Andando por um Caminho Selvagem” no Festival de Literatura Kosmopolis 2004 Barcelona

Presente na “34ª Feira do Livro de Málaga”, de 28 de maio a 06 de junho (2004)

Participa da “Marathon des Mots”, uma maratona literária em Toulouse (França), de 26 a 29 de maio (2005)

Presente na “Feira do Livro de Lisboa”, no Parque Eduardo VII (2005)

Lança “Suave é o Coração Enamorado” durante o VII Seminário Internacional de Literaturas Luso-Afro-Brasileiras, na UESC (Universidade de Santa Cruz), em Ilhéus, interpretando dois poemas seus no auditório da universidade, ao lado do poeta de Feira de Santana, Cleberton de Souza (outubro de 2006)

Participa do “II Encontro Natalense de Escritores (ENE)” (2007), falando sobre Oswaldo Lamartine

Bate papo literário com a escritora Martha Medeiros, no auditória da Siciliano, Natal, RN (2010)

Participa do II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), em Natal, Rio Grande do Norte (2011)

LIGAÇÕES EXTERNAS


ENTREVISTAS em BLOGUES