A arte é criativa, não imitativa...
O que eles chamam de “degeneração”
nada mais é do que a nossa tentativa
de dar forma ao sofrimento
e à verdade do nosso tempo.
MAX BECKMANN
Os artistas condenados como “degenerados” pelos nazistas
realmente se deleitavam com o perverso e o depravado,
e suas pinturas repletas de sexo e violência ainda chocam.
JONATHAN JONES
O que eles chamam de “degeneração”
nada mais é do que a nossa tentativa
de dar forma ao sofrimento
e à verdade do nosso tempo.
MAX BECKMANN
Os artistas condenados como “degenerados” pelos nazistas
realmente se deleitavam com o perverso e o depravado,
e suas pinturas repletas de sexo e violência ainda chocam.
JONATHAN JONES
(1976. País de Gales / Reino Unido)
Crítico de arte
do jornal “The Guardian”
Crítico de arte
do jornal “The Guardian”
para o artista grapiúna guga frederico
Imediatamente após a tomada do poder, em
1933, os nacional-socialistas mostraram agressivamente a linha que pretendiam
impor em termos de política cultural, através de fechamentos de exposições com
ação policial e ataques verbais e físicos contra artistas e associações
culturais, inclusive lacrando escolas influentes como a Bauhaus, que desafiava
os padrões tradicionais de design, arquitetura e utilidade da arte na
sociedade. Uma das consequências de tal política foi a fuga de muitos artistas irreverentes
e talentosos para outros países. O Partido Nacional-Socialista dos
Trabalhadores Alemães (NSDAP) encerrou o período democrático pós-guerra e baniu
cerca de 10 mil obras de museus públicos. Em Munique, em 1937, organizou uma mostra com 650 obras de arte intitulada “Entartete Kunst” (ARTE DEGENERADA). Adolf
Hitler, presente, disse em seu discurso: “Trabalhos de arte que não
podem ser compreendidos por si mesmos, mas precisam de um manual de instruções
pomposo para provar sua existência, nunca mais encontrarão o caminho para o
povo alemão.”
Milhares de pinturas e esculturas foram
queimadas, destruídas ou vendidas no mercado internacional para financiar o
aparato militar do Terceiro Reich. O regime nazista perseguiu sistematicamente
centenas de criadores da era de Weimar, confiscando suas obras, demitindo-os de
cargos acadêmicos e proibindo-os de pintar ou expor. A história dessa
perseguição à cultura, os saques de obras de arte e o destino dos modernistas geraram
extensos registros literárias. O assunto é abordado tanto por biografias e
ficções históricas, quanto por ensaios acadêmicos rigorosos. A fiscalização da
Gestapo sobre os pintores em suas próprias casas era um processo asfixiante,
baseado na proibição total de criar. A ordem não era apenas banir a arte dos
museus, mas impedir que ela continuasse existindo, transformando as residências
dos artistas em alvos constantes de vigilância. A Câmara de Cultura do Reich
(Reichskulturkammer), liderada por Joseph Goebbels, geria o processo legal,
decretando o “Malverbot” (Proibição de Pintar), com o artista censurado tornando-se
ilegal.
Sem o registro na Câmara, era crime comprar
materiais ou produzir qualquer arte. Para pintar, é preciso material. A Gestapo
controlava rigidamente as lojas de suprimentos artísticos. Os comerciantes eram
obrigados a exigir a carteira da Câmara de Cultura para vender telas, pincéis e
tintas. Comprar esses itens no mercado paralelo gerava denúncias imediatas. O
descumprimento resultava em multas pesadas, confisco de bens e envio para
campos de concentração. A polícia secreta e os inspetores do partido utilizavam
métodos diretos e indiretos para garantir o silêncio criativo. Agentes da
Gestapo batiam às portas dos artistas sem aviso prévio. Eles revistavam
gavetas, armários, sótãos e porões em busca de telas úmidas, esboços ou
cavaletes escondidos. Os inspetores cheiravam o ar das casas e estúdios. O odor
característico de tinta a óleo fresca ou de solventes (como a terebentina) era
prova suficiente para uma prisão em flagrante. A maior parte dos dedos-duros tinha
origem em vizinhos, porteiros, lojistas e até ex-colegas de trabalho. Qualquer
entrega de pacotes era reportada à polícia.
Para contornar o controle obsessivo em suas casas, os pintores desenvolveram técnicas de sobrevivência. Emil Nolde, proibido de pintar, produziu secretamente centenas de pequenas aquarelas em papéis finos escondidos. Ele escolheu a aquarela porque o material não deixava cheiro e secava rapidamente, permitindo ocultá-la em segundos caso a Gestapo batesse à porta. Chamou essa coleção secreta de “As Pinturas Não Pintadas”. Karl Schmidt-Rottluff e outros expressionistas pintavam apenas de madrugada, com as janelas completamente cobertas por panos pretos, para evitar que luzes ou sombras denunciassem a atividade artística aos vizinhos. Se fossem pegos com as mãos na massa, precisavam ter uma desculpa visual. Otto Dix, por exemplo, passou a pintar paisagens bucólicas ou cenas religiosas. Se a Gestapo aparecesse, ele estava apenas registrando a natureza alemã, ocultando elementos de crítica social em detalhes quase imperceptíveis da vegetação.
A eliminação e a comercialização das obras confiscadas eram centralizadas pelo Ministério da Propaganda de Joseph Goebbels. O regime operava sob uma contradição: ao mesmo tempo em que declarava a arte moderna “espiritualmente doente”, reconhecia seu alto valor financeiro internacional e a utilizava para obter moedas estrangeiras fortes para financiar o armamentismo. Para esvaziar os museus e lucrar com o “lixo” modernista, os nazistas criaram em 1938 a Comissão para a Exploração da ARTE DEGENERADA. O auge da venda oficial ocorreu no Grand Hotel National, na Suíça. Foram leiloadas 125 obras-primas de artistas como Picasso, Matisse, Modigliani, Beckmann e Van Gogh. Colecionadores e museus do mundo todo compareceram, sabendo que estavam salvando aquelas telas da destruição. Na questão comercial, Goebbels nomeou quatro negociantes de arte (entre eles Hildebrand Gurlitt e Bernhard Böhmer). Eles tinham permissão para comprar essas obras do Estado por valores irrisórios e revendê-las no exterior em dólares ou francos suíços.
Para contornar o controle obsessivo em suas casas, os pintores desenvolveram técnicas de sobrevivência. Emil Nolde, proibido de pintar, produziu secretamente centenas de pequenas aquarelas em papéis finos escondidos. Ele escolheu a aquarela porque o material não deixava cheiro e secava rapidamente, permitindo ocultá-la em segundos caso a Gestapo batesse à porta. Chamou essa coleção secreta de “As Pinturas Não Pintadas”. Karl Schmidt-Rottluff e outros expressionistas pintavam apenas de madrugada, com as janelas completamente cobertas por panos pretos, para evitar que luzes ou sombras denunciassem a atividade artística aos vizinhos. Se fossem pegos com as mãos na massa, precisavam ter uma desculpa visual. Otto Dix, por exemplo, passou a pintar paisagens bucólicas ou cenas religiosas. Se a Gestapo aparecesse, ele estava apenas registrando a natureza alemã, ocultando elementos de crítica social em detalhes quase imperceptíveis da vegetação.
A eliminação e a comercialização das obras confiscadas eram centralizadas pelo Ministério da Propaganda de Joseph Goebbels. O regime operava sob uma contradição: ao mesmo tempo em que declarava a arte moderna “espiritualmente doente”, reconhecia seu alto valor financeiro internacional e a utilizava para obter moedas estrangeiras fortes para financiar o armamentismo. Para esvaziar os museus e lucrar com o “lixo” modernista, os nazistas criaram em 1938 a Comissão para a Exploração da ARTE DEGENERADA. O auge da venda oficial ocorreu no Grand Hotel National, na Suíça. Foram leiloadas 125 obras-primas de artistas como Picasso, Matisse, Modigliani, Beckmann e Van Gogh. Colecionadores e museus do mundo todo compareceram, sabendo que estavam salvando aquelas telas da destruição. Na questão comercial, Goebbels nomeou quatro negociantes de arte (entre eles Hildebrand Gurlitt e Bernhard Böhmer). Eles tinham permissão para comprar essas obras do Estado por valores irrisórios e revendê-las no exterior em dólares ou francos suíços.
Muitos desses negociantes enganaram o próprio Goebbels. Em vez de venderem todas as telas no exterior, contrabandearam milhares delas para depósitos e sótãos privados na Alemanha, ocultando-as por décadas (origem do famoso “Caso Gurlitt”, descoberto apenas no século XXI). As obras que não tinham apelo comercial internacional, que eram consideradas “ofensivas demais” ou cujo mercado estava saturado, eram sumariamente destruídas para servir de propaganda ideológica. O ato mais emblemático de destruição pública ocorreu em 20 de março de 1939, no pátio do corpo de bombeiros de Berlim. Cerca de 5 mil obras de arte — incluindo mais de mil pinturas a óleo e milhares de desenhos, aquarelas e gravuras — foram queimadas em uma enorme fogueira. Para evitar reações internacionais negativas, o regime mascarou o ato como um treinamento dos bombeiros, embora o objetivo real fosse a purgação cultural. Em várias cidades alemãs, a Juventude Hitlerista e estudantes nazistas organizavam fogueiras para queimar obras de arte de vanguarda confiscadas de coleções locais.
Os recursos arrecadados com os leilões e as vendas secretas não iam para os museus de onde as obras foram roubadas. O dinheiro era depositado em uma conta bancária especial e secreta controlada diretamente por Adolf Hitler e Joseph Goebbels, utilizada para comprar obras de arte clássicas “aceitáveis” para o planejado Führermuseum, em Linz, ou desviada diretamente para o esforço de guerra. Resultado dessa época, o “Caso Gurlitt” é considerado um dos maiores e mais chocantes escândalos envolvendo saques de arte. A descoberta expôs como centenas de obras de arte desaparecidas foram mantidas em segredo, a poucos metros do público, por quase sete décadas. Cornelius Gurlitt, um idoso recluso que vivia em um apartamento repleto de lixo e caixas de conserva, em um bairro nobre de Munique, era filho de Hildebrand Gurlitt, um dos negociantes de arte autorizados por Goebbels a vender a ARTE DEGENERADA confiscada dos museus e dos judeus. Após a guerra, ele mentiu para os aliados, dizendo que sua coleção havia sido destruída nos bombardeios de Dresden.
Na realidade, Hildebrand Gurlitt havia escondido o tesouro, que acabou sendo herdado secretamente por seu filho. Em setembro de 2010, Cornelius Gurlitt viajava de trem da Suíça para a Alemanha. Agentes alfandegários fizeram uma inspeção de rotina e encontraram com ele €9 mil em dinheiro vivo. Embora estivesse dentro do limite legal, a atitude nervosa do idoso despertou suspeitas de sonegação fiscal. Após meses de investigação financeira, em fevereiro de 2012, as autoridades alemãs conseguiram um mandado de vistoria no apartamento de Gurlitt em Munique. Atrás de pilhas de alimentos vencidos e cortinas fechadas, a polícia encontrou 1.406 obras de arte de valor inestimável. Havia telas, desenhos e gravuras de mestres como Pablo Picasso, Henri Matisse, Marc Chagall e Claude Monet. Cornelius Gurlitt não tinha emprego, conta bancária ou previdência social. Ele viveu como um fantasma. Sempre que precisava de euros, viajava até a Suíça, vendia uma única obra de arte de sua coleção por meio de uma galeria cúmplice e retornava com o dinheiro em espécie.
Embora a apreensão tenha ocorrido em 2012, o
governo alemão manteve a descoberta em absoluto sigilo por mais de um ano,
temendo a enxurrada de processos de restituição internacional. O caso só veio a
público em novembro de 2013, após vazar numa reportagem investigativa da
revista alemã “Focus”. A comunidade internacional e as organizações judaicas
criticaram duramente a Alemanha pela falta de transparência. Cornelius Gurlitt
faleceu em maio de 2014, aos 81 anos. Em seu testamento, deixou toda a coleção
para um museu fora da Alemanha: o Museu de Belas Artes de Berna (Kunstmuseum
Bern), na Suíça. O museu aceitou a herança, mas com a condição de que qualquer
obra identificada como roubada de famílias judias permanecesse na Alemanha para
ser devolvida aos herdeiros legítimos. Uma força-tarefa internacional foi
criada para rastrear a origem das peças. O processo provou-se complexo devido à
falta de registros, mas várias obras-primas — como o retrato “Mulher Sentada”,
de Henri Matisse — foram devolvidas aos descendentes de seus donos.
Importante lembrar também os Monuments Men, um grupo especial de cerca de 345 homens e mulheres, de 13 países diferentes, que serviram na subseção de Monumentos, Belas Artes e Arquivos (MFAA) das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial. Sua missão inicial era proteger monumentos históricos dos bombardeios, mas ela se transformou na maior caça ao tesouro da história para recuperar obras de arte roubadas pelos nazistas. Diferente dos soldados combatentes tradicionais, o grupo era formado por civis especialistas convocados para o esforço de guerra. Entre eles estavam diretores de museus, curadores, historiadores da arte, arquitetos e arquivistas. Eles não tinham treinamento militar avançado e operavam frequentemente nas linhas de frente com poucos recursos e veículos improvisados. À medida que a Alemanha colapsava em 1945, os oficiais da MFAA começaram a seguir pistas até descobrir que haviam escondido os maiores acervos roubados no subsolo, usando minas profundas para protegê-los dos bombardeios aliados.
Localizada nos Alpes austríacos, a Mina de Sal de Altaussee abrigava o estoque pessoal de Adolf Hitler para o seu planejado Führermuseum. Os Monuments Men encontraram no local mais de 6.500 pinturas, além de esculturas e manuscritos raros. Entre as relíquias estavam a icônica escultura “Madona de Bruges”, de Michelangelo, e o retábulo “O Cordeiro Místico (Políptico de Gante)”, de Jan van Eyck. Descoberta pelas tropas do General Patton, a Mina de Potássio de Merkers (Alemanha) guardava o tesouro financeiro do Terceiro Reich e milhares de caixas com obras de arte dos museus de Berlim. Os oficiais da MFAA recuperaram ali o busto original da rainha egípcia Nefertiti, além de toneladas de barras de ouro e sacos de moedas roubados pelo banco central nazista. O trabalho dos Monuments Men tornou-se uma corrida desesperada contra o tempo devido ao “Decreto Nero”, emitido por Hitler em março de 1945. A ordem determinava que, se a Alemanha perdesse a guerra, todos os tesouros do país deveriam ser destruídos para não cair nas mãos dos inimigos.
Importante lembrar também os Monuments Men, um grupo especial de cerca de 345 homens e mulheres, de 13 países diferentes, que serviram na subseção de Monumentos, Belas Artes e Arquivos (MFAA) das forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial. Sua missão inicial era proteger monumentos históricos dos bombardeios, mas ela se transformou na maior caça ao tesouro da história para recuperar obras de arte roubadas pelos nazistas. Diferente dos soldados combatentes tradicionais, o grupo era formado por civis especialistas convocados para o esforço de guerra. Entre eles estavam diretores de museus, curadores, historiadores da arte, arquitetos e arquivistas. Eles não tinham treinamento militar avançado e operavam frequentemente nas linhas de frente com poucos recursos e veículos improvisados. À medida que a Alemanha colapsava em 1945, os oficiais da MFAA começaram a seguir pistas até descobrir que haviam escondido os maiores acervos roubados no subsolo, usando minas profundas para protegê-los dos bombardeios aliados.
Localizada nos Alpes austríacos, a Mina de Sal de Altaussee abrigava o estoque pessoal de Adolf Hitler para o seu planejado Führermuseum. Os Monuments Men encontraram no local mais de 6.500 pinturas, além de esculturas e manuscritos raros. Entre as relíquias estavam a icônica escultura “Madona de Bruges”, de Michelangelo, e o retábulo “O Cordeiro Místico (Políptico de Gante)”, de Jan van Eyck. Descoberta pelas tropas do General Patton, a Mina de Potássio de Merkers (Alemanha) guardava o tesouro financeiro do Terceiro Reich e milhares de caixas com obras de arte dos museus de Berlim. Os oficiais da MFAA recuperaram ali o busto original da rainha egípcia Nefertiti, além de toneladas de barras de ouro e sacos de moedas roubados pelo banco central nazista. O trabalho dos Monuments Men tornou-se uma corrida desesperada contra o tempo devido ao “Decreto Nero”, emitido por Hitler em março de 1945. A ordem determinava que, se a Alemanha perdesse a guerra, todos os tesouros do país deveriam ser destruídos para não cair nas mãos dos inimigos.
![]() |
| hitler na mostra de arte degenerada |
Em Altaussee, Gauleiter August Eigruber, o
líder nazista local, chegou a instalar oito bombas de 500 quilos dentro dos
túneis da mina para explodir as obras de arte. Os Monuments Men, auxiliados por
mineiros austríacos locais e pela resistência, conseguiram remover os
detonadores secretamente e bloquear as entradas antes que os fanáticos nazistas
cumprissem a ordem. Após a rendição da Alemanha, a unidade organizou pontos de coleta pela Europa para catalogar, fotografar e restaurar os milhões de objetos recuperados. O
grupo trabalhou por anos rastreando os diários de bordo, recibos de transporte
e registros minuciosos que os próprios nazistas mantinham sob restrito sigilo. Pouco a pouco, eles conseguiram
devolver a imensa maioria dos bens culturais roubados aos seus países de
origem. As obras iriam para o Führermuseum, em Linz, na Áustria, um megaprojeto
quimérico que nunca saiu do papel, tornando-se o museu fantasma mais famoso de todos os tempos. O ditador Adolf Hitler planejou o magnífico complexo para transformar
sua cidade natal na capital cultural absoluta do Terceiro Reich, ofuscando Paris, Viena e Berlim.
O museu deveria ancorar um gigantesco distrito das artes às margens do Danúbio, com uma fachada de 150 metros inspirada na Haus der Kunst de Munique. O complexo incluiria o museu, um teatro, um espaço para ópera, um cinema, uma biblioteca monumental e grandes avenidas. Hitler era tão obcecado pelo projeto que mandou construir uma maquete detalhada de Linz no bunker de Berlim. Nos seus últimos meses de vida, isolado no local enquanto Berlim era bombardeada, ele passava horas estático, olhando para a maquete iluminada e imaginando o museu concluído. O plano previa abrigar entre 5 e 10 mil pinturas clássicas europeias, focando em mestres antigos (como Rembrandt, Vermeer e Leonardo da Vinci) e na arte alemã romântica do século XIX. O financiamento e o acúmulo de obras misturavam o lucro do Estado nazista com um grande roubo sistemático. Os fundos arrecadados pela Gestapo com a venda secreta e o contrabando de ARTE DEGENERADA iam para uma conta usada também para comprar arte clássica europeia para Linz.
Em um decreto confidencial, Hitler deu a ele próprio o direito de preferência sobre qualquer obra de arte confiscada pelos nazistas na Europa ocupada. Coleções inteiras de famílias judias ricas (como os Rothschild) foram expropriadas para o museu. O ditador também usava dinheiro de seus próprios royalties da venda do livro “Mein Kampf” e de sua imagem em selos postais para comprar obras legalmente no mercado internacional, usando o historiador da arte Hans Posse como seu comprador oficial. Com a derrota iminente da Alemanha em 1945, o projeto arquitetônico foi abandonado. Para o uso pessoal de Adolf Hitler, foram criados 31 álbuns fotográficos encadernados em couro preto listando as obras selecionadas para o magistral Führermuseum. Os Monuments Men recuperaram 19 desses álbuns, os demais desapareceram. As obras acumuladas, que estavam guardadas na mina de sal de Altaussee para proteção, tiveram destinos distintos. Grande parte foi devolvida pelos aliados aos museus europeus saqueados e a herdeiros de famílias judias sobreviventes.
![]() |
| obras de arte e livros queimados |
Abaixo listo artistas que tiveram suas vidas e legados profundamente afetados pelo Terceiro Reich:
21 ARTISTAS de ARTE DEGENERADA
01
ALEXEJ von JAWLENSKY
(1864 – 1941. Torzhok / Rússia)
(1864 – 1941. Torzhok / Rússia)
Estilo: Expressionismo.
O que retratava: a fisionomia humana com olhares profundos e melancólicos, paisagens e naturezas-mortas.
Em 1937, seu trabalho foi classificado como ARTE DEGENERADA. Seus quadros foram retirados de museus alemães e ele foi proibido de expor publicamente. No mesmo ano, perdeu os movimentos das mãos, parando de pintar. Isolado e empobrecido, faleceu em Wiesbaden, na Alemanha. Ele não testemunhou a derrocada dos tiranos, mas seu legado foi reabilitado e celebrado internacionalmente no pós-guerra.
O que retratava: a fisionomia humana com olhares profundos e melancólicos, paisagens e naturezas-mortas.
Em 1937, seu trabalho foi classificado como ARTE DEGENERADA. Seus quadros foram retirados de museus alemães e ele foi proibido de expor publicamente. No mesmo ano, perdeu os movimentos das mãos, parando de pintar. Isolado e empobrecido, faleceu em Wiesbaden, na Alemanha. Ele não testemunhou a derrocada dos tiranos, mas seu legado foi reabilitado e celebrado internacionalmente no pós-guerra.
02
ALICE LEX-NERLINGER
(1893 – 1975. Berlim / Alemanha)
(1893 – 1975. Berlim / Alemanha)
Estilo: Construtivismo, utilizando a
fotomontagem e a pintura.
O que retratava: utilizava spray e stencil para fazer panfletos contra o fascismo e a opressão feminina.
Sendo membro do Partido Comunista e da Associação de Artistas Visuais Revolucionários, foi presa pela Gestapo em 1933. Suas obras foram destruídas e ela expulsa da Câmara de Cultura do Reich, enfrentando a proibição de pintar. Passou os anos de guerra trabalhando sob codinomes ou escondida, conseguindo retomar suas atividades de pintura e fotografia somente após a queda do nazismo.
O que retratava: utilizava spray e stencil para fazer panfletos contra o fascismo e a opressão feminina.
Sendo membro do Partido Comunista e da Associação de Artistas Visuais Revolucionários, foi presa pela Gestapo em 1933. Suas obras foram destruídas e ela expulsa da Câmara de Cultura do Reich, enfrentando a proibição de pintar. Passou os anos de guerra trabalhando sob codinomes ou escondida, conseguindo retomar suas atividades de pintura e fotografia somente após a queda do nazismo.
03
ELFRIEDE LOHSE-WÄCHTLER
(1899 – 1940. Dresden / Alemanha)
(1899 – 1940. Dresden / Alemanha)
Estilo: Nova Objetividade.
O que retratava: retratos de marginalizados, prostitutas, operários portuários e autorretratos intensos.
Uma das vítimas mais brutais da época. Internada em uma instituição psiquiátrica devido à esquizofrenia, suas pinturas foram confiscadas e destruídas. Em 1935, passou por uma esterilização e, em 1940, foi assassinada em uma câmara de gás no castelo de Pirna-Sonnenstein, como parte do programa de eutanásia (Ação T4).
O que retratava: retratos de marginalizados, prostitutas, operários portuários e autorretratos intensos.
Uma das vítimas mais brutais da época. Internada em uma instituição psiquiátrica devido à esquizofrenia, suas pinturas foram confiscadas e destruídas. Em 1935, passou por uma esterilização e, em 1940, foi assassinada em uma câmara de gás no castelo de Pirna-Sonnenstein, como parte do programa de eutanásia (Ação T4).
04
EMIL NOLDE
(1867 – 1956. Nolde / Dinamarca)
(1867 – 1956. Nolde / Dinamarca)
Estilo: Expressionismo.
O que retratava: paisagens intensas, cenas religiosas dramáticas e retratos com cores puras e vibrantes.
Era um caso único, apoiava o partido nazista e tinha visões antissemitas, acreditando que sua arte expressava a verdadeira “alma germânica”. Apesar de suas tentativas de aceitação, Hitler detestava o Expressionismo. Teve 1.052 obras confiscadas e foi proibido de pintar, sendo vigiado para garantir que não produzisse arte.
O que retratava: paisagens intensas, cenas religiosas dramáticas e retratos com cores puras e vibrantes.
Era um caso único, apoiava o partido nazista e tinha visões antissemitas, acreditando que sua arte expressava a verdadeira “alma germânica”. Apesar de suas tentativas de aceitação, Hitler detestava o Expressionismo. Teve 1.052 obras confiscadas e foi proibido de pintar, sendo vigiado para garantir que não produzisse arte.
05
ERNST LUDWIG KIRCHNER
(1880 – 1938. Aschafemburgo / Alemanha)
(1880 – 1938. Aschafemburgo / Alemanha)
Estilo: Expressionismo (líder do grupo “Die
Brücke”).
O que retratava: a alienação urbana, figuras alongadas e cores irreais, expressando a psicologia moderna.
Mais de 600 de suas obras foram removidas dos museus alemães, várias delas exibidas na mostra escandalosa de 1937 para ridicularizá-las. Vivendo exilado na Suíça, ele ficou profundamente deprimido com a destruição de seu legado cultural, cometendo suicídio em 1938.
O que retratava: a alienação urbana, figuras alongadas e cores irreais, expressando a psicologia moderna.
Mais de 600 de suas obras foram removidas dos museus alemães, várias delas exibidas na mostra escandalosa de 1937 para ridicularizá-las. Vivendo exilado na Suíça, ele ficou profundamente deprimido com a destruição de seu legado cultural, cometendo suicídio em 1938.
06
FRANZ MARC
(1880 – 1916. Munique / Alemanha)
(1880 – 1916. Munique / Alemanha)
Estilo: Expressionismo e Abstração Lírica.
O que retratava: a figuração de animais em seus habitats naturais, como cavalos, vacas, raposas e veados.
Mesmo tendo morrido como um herói de guerra alemão, ele foi classificado pelos nazistas como um produtor de ARTE DEGENERADA. Mais de 130 de suas obras foram roubadas de museus públicos. Sua obra-prima, “A Torre dos Cavalos Azuis” (1913), confiscada pelo líder nazista Hermann Göring, continua desaparecida.
07
O que retratava: a figuração de animais em seus habitats naturais, como cavalos, vacas, raposas e veados.
Mesmo tendo morrido como um herói de guerra alemão, ele foi classificado pelos nazistas como um produtor de ARTE DEGENERADA. Mais de 130 de suas obras foram roubadas de museus públicos. Sua obra-prima, “A Torre dos Cavalos Azuis” (1913), confiscada pelo líder nazista Hermann Göring, continua desaparecida.
07
GABRIELE MÜNTER
(1877 – 1962. Berlim / Alemanha)
(1877 – 1962. Berlim / Alemanha)
Estilo: Expressionismo.
O que retratava: paisagens, naturezas-mortas e a vida cotidiana, com foco na emoção através da cor.
Grande pintora cofundadora do influente grupo artístico “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul). Sob o nazismo, foi proibida de pintar ou comercializar telas, isolando-se em sua residência na cidade alpina de Murnau. Possuía dezenas de telas históricas de vanguarda, incluindo obras-primas abstratas de seu ex-companheiro Wassily Kandinsky. Sabendo que a Gestapo inspecionava casas, criou fundos falsos e esconderijos meticulosos no porão de sua residência para camuflar as telas. O acervo resistiu intacto à guerra e, na década de 1950, ela doou centenas dessas obras salvas ao museu Lenbachhaus, em Munique.
O que retratava: paisagens, naturezas-mortas e a vida cotidiana, com foco na emoção através da cor.
Grande pintora cofundadora do influente grupo artístico “Der Blaue Reiter” (O Cavaleiro Azul). Sob o nazismo, foi proibida de pintar ou comercializar telas, isolando-se em sua residência na cidade alpina de Murnau. Possuía dezenas de telas históricas de vanguarda, incluindo obras-primas abstratas de seu ex-companheiro Wassily Kandinsky. Sabendo que a Gestapo inspecionava casas, criou fundos falsos e esconderijos meticulosos no porão de sua residência para camuflar as telas. O acervo resistiu intacto à guerra e, na década de 1950, ela doou centenas dessas obras salvas ao museu Lenbachhaus, em Munique.
08
GEORGE GROSZ
(1893 – 1959. Berlim / Alemanha)
(1893 – 1959. Berlim / Alemanha)
Estilo: Dadaísmo e Nova Objetividade.
O que retratava: sátiras ácidas e caricaturas ferozes da elite militar, de políticos corruptos e da burguesia.
Alvo central por seu ativismo político e críticas visuais diretas ao nacionalismo-socialista. Quase 300 de suas obras foram confiscadas. Prevendo o perigo iminente, emigrou para os Estados Unidos da América em janeiro de 1933, poucos dias antes de Hitler ser nomeado chanceler.
O que retratava: sátiras ácidas e caricaturas ferozes da elite militar, de políticos corruptos e da burguesia.
Alvo central por seu ativismo político e críticas visuais diretas ao nacionalismo-socialista. Quase 300 de suas obras foram confiscadas. Prevendo o perigo iminente, emigrou para os Estados Unidos da América em janeiro de 1933, poucos dias antes de Hitler ser nomeado chanceler.
09
HANNAH HÖCH
(1889 – 1978. Gota / Alemanha)
(1889 – 1978. Gota / Alemanha)
Estilo: Dadaísmo.
O que retratava: críticas à sociedade, utilizando o deboche e a fragmentação.
Pioneira do Dadaísmo e criadora da técnica da fotocolagem moderna. Seus trabalhos foram incluídos na mostra de ARTE DEGENERADA de 1937. Proibida de expor, comprou uma pequena casa rústica nos arredores de Berlim. Ali, passou os anos de guerra fingindo ser uma dona de casa inofensiva e reclusa. No seu jardim, enterrou baús contendo todo o seu acervo e obras raras de dadaístas que haviam fugido do país, salvando uma parte crucial da história da arte moderna da destruição da Gestapo. Ela voltou a expor após 1945.
10
O que retratava: críticas à sociedade, utilizando o deboche e a fragmentação.
Pioneira do Dadaísmo e criadora da técnica da fotocolagem moderna. Seus trabalhos foram incluídos na mostra de ARTE DEGENERADA de 1937. Proibida de expor, comprou uma pequena casa rústica nos arredores de Berlim. Ali, passou os anos de guerra fingindo ser uma dona de casa inofensiva e reclusa. No seu jardim, enterrou baús contendo todo o seu acervo e obras raras de dadaístas que haviam fugido do país, salvando uma parte crucial da história da arte moderna da destruição da Gestapo. Ela voltou a expor após 1945.
10
Estilo: Funcionalismo
Minimalista.
O que retratava: transitava entre a publicidade comercial e a expressão artística abstrata e conceitual.
Permaneceu na Alemanha até mais tarde que outros colegas da Bauhaus, chegando a projetar folhetos para o regime nazista durante as Olimpíadas de Berlim, em 1936. No entanto, em 1937, suas obras foram confiscadas e incluídas na exposição de ARTE DEGENERADA. Em 1938, escapou para a Itália e, posteriormente, emigrou para os Estados Unidos com a ajuda de Walter Gropius.
O que retratava: transitava entre a publicidade comercial e a expressão artística abstrata e conceitual.
Permaneceu na Alemanha até mais tarde que outros colegas da Bauhaus, chegando a projetar folhetos para o regime nazista durante as Olimpíadas de Berlim, em 1936. No entanto, em 1937, suas obras foram confiscadas e incluídas na exposição de ARTE DEGENERADA. Em 1938, escapou para a Itália e, posteriormente, emigrou para os Estados Unidos com a ajuda de Walter Gropius.
11
KÄTHE KOLLWITZ
(1867 – 1945. Königsberg / Rússia)
(1867 – 1945. Königsberg / Rússia)
Estilo: Expressionismo e o Realismo Social.
O que retratava: gravuras viscerais de protesto social, fome e luto.
Era uma das artistas mais respeitadas da Europa. Em 1933, por suas posições pacifistas, os nazistas a forçaram a se demitir da Academia. Suas obras foram banidas de museus e proibidas de exibição pública. Em 1936, a polícia secreta chegou a prendê-la e ameaçou enviá-la com o marido para um campo de concentração caso não denunciasse outros artistas anti-nazistas. Expulsa de Berlim e empobrecida após a proibição do trabalho médico de seu marido, perdeu o companheiro e um neto em 1940. Em 1943, um bombardeio destruiu seu estúdio, pulverizando parte de suas matrizes de gravura. Ela faleceu na Saxônia em 1945.
O que retratava: gravuras viscerais de protesto social, fome e luto.
Era uma das artistas mais respeitadas da Europa. Em 1933, por suas posições pacifistas, os nazistas a forçaram a se demitir da Academia. Suas obras foram banidas de museus e proibidas de exibição pública. Em 1936, a polícia secreta chegou a prendê-la e ameaçou enviá-la com o marido para um campo de concentração caso não denunciasse outros artistas anti-nazistas. Expulsa de Berlim e empobrecida após a proibição do trabalho médico de seu marido, perdeu o companheiro e um neto em 1940. Em 1943, um bombardeio destruiu seu estúdio, pulverizando parte de suas matrizes de gravura. Ela faleceu na Saxônia em 1945.
12
KURT SCHWITTERS
(1887 – 1948. Hanôver / Alemanha)
(1887 – 1948. Hanôver / Alemanha)
Estilo: Dadaísmo.
O que retratava: colagens e instalações
tridimensionais feitas com lixo urbano (passagens de bonde usadas, jornais
velhos, barbantes e pedaços de madeira), subvertendo a estética tradicional.
Procurado pela Gestapo por ridicularizar os valores burgueses e patrióticos, suas obras foram removidas dos museus e destruídas. Sua obra-prima de colagem (a “Merzbau”), dentro de sua casa em Hanôver, foi vandalizada e destruída. Fugiu para a Noruega em 1937. Quando os nazistas invadiram a Noruega em 1940, precisou fugir novamente em um navio rumo à Inglaterra, onde passou o resto da vida em extrema pobreza.
Procurado pela Gestapo por ridicularizar os valores burgueses e patrióticos, suas obras foram removidas dos museus e destruídas. Sua obra-prima de colagem (a “Merzbau”), dentro de sua casa em Hanôver, foi vandalizada e destruída. Fugiu para a Noruega em 1937. Quando os nazistas invadiram a Noruega em 1940, precisou fugir novamente em um navio rumo à Inglaterra, onde passou o resto da vida em extrema pobreza.
13
LASAR SEGALL
(1889 – 1957. Vilnius / Lituânia)
(1889 – 1957. Vilnius / Lituânia)
Estilo: Expressionismo.
O que retratava: o sofrimento humano, a perseguição religiosa e o êxodo de refugiados pelo mundo.
Judeu nascido na Lituânia e naturalizado alemão, teve cerca de 50 obras confiscadas de acervos públicos na Alemanha nazista por serem consideradas degeneradas. Diferente de outros artistas que precisaram fugir depois de 1933, ele já havia imigrado e fixado residência definitiva no Brasil na década de 1920. Embora estivesse fisicamente seguro em São Paulo, acompanhou horrorizado a destruição de seu legado artístico histórico na Europa ocupada.
14
O que retratava: o sofrimento humano, a perseguição religiosa e o êxodo de refugiados pelo mundo.
Judeu nascido na Lituânia e naturalizado alemão, teve cerca de 50 obras confiscadas de acervos públicos na Alemanha nazista por serem consideradas degeneradas. Diferente de outros artistas que precisaram fugir depois de 1933, ele já havia imigrado e fixado residência definitiva no Brasil na década de 1920. Embora estivesse fisicamente seguro em São Paulo, acompanhou horrorizado a destruição de seu legado artístico histórico na Europa ocupada.
14
Estilo: Surrealismo e Expressionismo.
O que retratava: cenas oníricas e folclóricas de violinistas flutuantes, noivas e animais, inspiradas na cultura judaica da Europa Oriental.
Ele reunia os dois maiores alvos do regime: era um modernista de vanguarda e judeu. Suas obras foram queimadas publicamente e usadas na exposição de 1937 para exemplificar o que os nazistas chamavam de “a contaminação da alma artística alemã”. Morando na França quando a Segunda Guerra Mundial estourou, foi preso pelo governo colaboracionista de Vichy. Com a ajuda da resistência e de diplomatas norte-americanos, conseguiu escapar para os Estados Unidos pouco antes de ser enviado aos campos de extermínio.
O que retratava: cenas oníricas e folclóricas de violinistas flutuantes, noivas e animais, inspiradas na cultura judaica da Europa Oriental.
Ele reunia os dois maiores alvos do regime: era um modernista de vanguarda e judeu. Suas obras foram queimadas publicamente e usadas na exposição de 1937 para exemplificar o que os nazistas chamavam de “a contaminação da alma artística alemã”. Morando na França quando a Segunda Guerra Mundial estourou, foi preso pelo governo colaboracionista de Vichy. Com a ajuda da resistência e de diplomatas norte-americanos, conseguiu escapar para os Estados Unidos pouco antes de ser enviado aos campos de extermínio.
15
MAX BECKMANN
(1884 – 1950. Lípsia / Alemanha)
(1884 – 1950. Lípsia / Alemanha)
Estilo: Expressionismo e Nova Objetividade.
O que retratava: a angústia existencial, o misticismo e as tensões políticas da Europa pós-guerra por meio de figuras distorcidas.
Perdeu seu cargo de professor em Frankfurt em 1933. Mais de 500 de suas obras foram confiscadas de museus alemães. No dia seguinte à transmissão do discurso de rádio de Hitler inaugurando a exposição de ARTE DEGENERADA em 1937, ele fugiu da Alemanha. Passou anos escondido em Amsterdã antes de emigrar para os Estados Unidos.
O que retratava: a angústia existencial, o misticismo e as tensões políticas da Europa pós-guerra por meio de figuras distorcidas.
Perdeu seu cargo de professor em Frankfurt em 1933. Mais de 500 de suas obras foram confiscadas de museus alemães. No dia seguinte à transmissão do discurso de rádio de Hitler inaugurando a exposição de ARTE DEGENERADA em 1937, ele fugiu da Alemanha. Passou anos escondido em Amsterdã antes de emigrar para os Estados Unidos.
16
MAX ERNST
(1891 – 1976. Brühl / Alemanha)
(1891 – 1976. Brühl / Alemanha)
O que retratava: imagens marcadas por uma
atmosfera poética e perturbadora. Paisagens oníricas e apocalípticas. Cidades
petrificadas, florestas, ruínas e cenários que pareciam saídos de pesadelos.
Suas obras foram confiscadas dos museus alemães e expostas ao ridículo público na famosa mostra de 1937. Internado em campos de concentração mais de uma vez, perseguido pela Gestapo, conseguiu escapar da Europa em 1941 com a ajuda da colecionadora de arte norte-americana Peggy Guggenheim (com quem se casou brevemente). Nos Estados Unidos, viveu em Nova York e no Arizona.
Suas obras foram confiscadas dos museus alemães e expostas ao ridículo público na famosa mostra de 1937. Internado em campos de concentração mais de uma vez, perseguido pela Gestapo, conseguiu escapar da Europa em 1941 com a ajuda da colecionadora de arte norte-americana Peggy Guggenheim (com quem se casou brevemente). Nos Estados Unidos, viveu em Nova York e no Arizona.
17
OSKAR KOKOSCHKA
(1886 – 1980. Pöchlarn / Áustria)
(1886 – 1980. Pöchlarn / Áustria)
Estilo: Expressionismo.
O que retratava: amigos, intelectuais e figuras públicas buscando capturar a alma e o estado mental do modelo por meio de gestos expressivos e distorções. Pintava também vistas panorâmicas de cidades e rios europeus com perspectivas distorcidas e dinâmicas.
Classificado pelo regime socialista de Adolf Hitler como um artista degenerado, teve mais de 400 obras confiscadas. Precisou fugir de Praga e exilar-se em Londres, naturalizando-se cidadão britânico.
O que retratava: amigos, intelectuais e figuras públicas buscando capturar a alma e o estado mental do modelo por meio de gestos expressivos e distorções. Pintava também vistas panorâmicas de cidades e rios europeus com perspectivas distorcidas e dinâmicas.
Classificado pelo regime socialista de Adolf Hitler como um artista degenerado, teve mais de 400 obras confiscadas. Precisou fugir de Praga e exilar-se em Londres, naturalizando-se cidadão britânico.
18
OTTO DIX
(1891 – 1969. Gera / Alemanha)
(1891 – 1969. Gera / Alemanha)
Estilo: Nova Objetividade.
O que retratava: as feridas brutais da
Primeira Guerra Mundial, veteranos mutilados, prostituição e a decadência
social de Berlim.
Demitido de seu cargo de professor na Academia de Dresden em 1933. Suas telas realistas e viscerais chocavam os nazistas, que queriam uma arte que exaltasse o heroísmo e a pureza ariana. Suas obras famosas “A Trincheira” e “Mutilados de Guerra” foram incluídas na exposição de ARTE DEGENERADA e posteriormente destruídas ou desaparecidas. Foi forçado a se isolar no interior, pintando paisagens para sobreviver.
Demitido de seu cargo de professor na Academia de Dresden em 1933. Suas telas realistas e viscerais chocavam os nazistas, que queriam uma arte que exaltasse o heroísmo e a pureza ariana. Suas obras famosas “A Trincheira” e “Mutilados de Guerra” foram incluídas na exposição de ARTE DEGENERADA e posteriormente destruídas ou desaparecidas. Foi forçado a se isolar no interior, pintando paisagens para sobreviver.
19
PAUL KLEE
(1879 – 1940. Münchenbuchsee / Suíça)
(1879 – 1940. Münchenbuchsee / Suíça)
Estilo: Abstracionismo, Surrealismo e
Bauhaus.
O que retratava: composições geométricas, lúdicas e conceituais, misturando cor e poesia visual.
Os nazistas rotularam sua obra como “rabiscos infantis e insanos”, exibindo suas telas ao lado de desenhos feitos por pacientes de hospitais psiquiátricos para ridicularizá-lo. Demitido da Academia de Düsseldorf, teve 17 obras confiscadas. Nascido na Suíça, perdeu a cidadania alemã e foi forçado a se exilar em seu país natal, onde passou seus últimos anos de vida produzindo de forma melancólica, sob forte pressão psicológica.
O que retratava: composições geométricas, lúdicas e conceituais, misturando cor e poesia visual.
Os nazistas rotularam sua obra como “rabiscos infantis e insanos”, exibindo suas telas ao lado de desenhos feitos por pacientes de hospitais psiquiátricos para ridicularizá-lo. Demitido da Academia de Düsseldorf, teve 17 obras confiscadas. Nascido na Suíça, perdeu a cidadania alemã e foi forçado a se exilar em seu país natal, onde passou seus últimos anos de vida produzindo de forma melancólica, sob forte pressão psicológica.
20
RAOUL HAUSMANN
(1886 – 1971. Viena / Áustria)
(1886 – 1971. Viena / Áustria)
Estilo: Dadaísmo.
O que retratava: expressava a profunda crise social, política e cultural provocada pela Primeira Guerra Mundial, ironizando a burguesia, os militares e os políticos envolvidos na disputa pelo poder.
Perseguido pela ditadura nazista e com suas produções banidas, ele foi obrigado a fugir da Alemanha, exilando-se na Espanha, Suíça e França.
O que retratava: expressava a profunda crise social, política e cultural provocada pela Primeira Guerra Mundial, ironizando a burguesia, os militares e os políticos envolvidos na disputa pelo poder.
Perseguido pela ditadura nazista e com suas produções banidas, ele foi obrigado a fugir da Alemanha, exilando-se na Espanha, Suíça e França.
21
Estilo: Abstracionismo.
O que retratava: formas geométricas livres, linhas e cores vibrantes que expressavam sentimentos espirituais, desconectados da realidade física.
Como professor da renomada escola Bauhaus, virou um alvo ideológico do nazismo, que considerava a abstração uma “sabotagem cultural judaico-bolchevique”. Suas obras foram banidas dos museus alemães. Sendo de origem russa, foi forçado a fugir da Alemanha em 1933, refugiando-se na França, onde viveu isolado e sob constante vigilância até sua morte, durante a ocupação nazista em Paris.
O que retratava: formas geométricas livres, linhas e cores vibrantes que expressavam sentimentos espirituais, desconectados da realidade física.
Como professor da renomada escola Bauhaus, virou um alvo ideológico do nazismo, que considerava a abstração uma “sabotagem cultural judaico-bolchevique”. Suas obras foram banidas dos museus alemães. Sendo de origem russa, foi forçado a fugir da Alemanha em 1933, refugiando-se na França, onde viveu isolado e sob constante vigilância até sua morte, durante a ocupação nazista em Paris.
FONTES
01
“Arte e Ideologia do Nazismo” (1974)
de Berthold Hinz
02
“Arte em Tempos de Intolerância: Theresienstadt” (2020)
de Silvia Lerner
03
“Caçadores de Obras-Primas: Salvando a Arte Ocidental
das Garras de Hitler” (2009)
de Robert M. Edsel
04
“A Revolução Cultural Nazista” (2017)
de Johann Chapoutot
05
“O Tesouro de Hitler” (2007)
de Ronald Smelser e Edward J. Davies II
01
“Arte e Ideologia do Nazismo” (1974)
de Berthold Hinz
02
“Arte em Tempos de Intolerância: Theresienstadt” (2020)
de Silvia Lerner
03
“Caçadores de Obras-Primas: Salvando a Arte Ocidental
das Garras de Hitler” (2009)
de Robert M. Edsel
04
“A Revolução Cultural Nazista” (2017)
de Johann Chapoutot
05
“O Tesouro de Hitler” (2007)
de Ronald Smelser e Edward J. Davies II
GALERIA






























































%20Still%20Life%20with%20Poppies,%201933.jpg)




