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abril 28, 2013

......... GANHANDO o TROFÉU CULTURA de MELHOR LIVRO do ANO


 
 
O jornalista Toinho Silveira entregou na noite de quarta-feira (24 de abril), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o TROFÉU CULTURA a personalidades e artistas que se destacaram no cenário cultural potiguar, seja pelo trabalho que desenvolvem ou pelo apoio a cultura local. Através de uma consulta a jornalistas e críticos de artes, o prêmio agracia talentos da arte e da cultura potiguar, ao mesmo tempo em que se propõe a divulgar a diversidade cultural e artística do Rio Grande do Norte. Criado em 2003, o TROFÉU CULTURA chega em 2013 a sua 10ª edição. Este ano, o evento premiou 28 artistas. Entre eles, levei o prêmio de MELHOR LIVRO com PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO. Concorri com “Pra Que Te Quero”, de Salizete Freire Soares (Ed. Paulinas); “Atestado De Órbita, de Carlos Estevam Cavalcanti (Jovens Escribas); “Cidade dos Reis, de Carlão de Souza (Fund. José Augusto); “Maldito Sertão, de Márcio Benjamim (Jovens Escribas) e “Paraíso Perdido, de Cláudia Magalhães (Jovens Escribas).

franklin jorge e eu
Com prefácio de Jorge de Souza Araújo, poeta e professor de Literatura Brasileira e Literatura Comparada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e apresentação de Ruy do Carmo Póvoas, escritor e ex-professor titular de Língua Portuguesa da Universidade de Santa Cruz (UESC), e Danielle Carvalho Crepaldi, doutorada em Teoria Literária pela UNICAMP, PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO reúne 64 histórias curtas escritas nos últimos 10 anos e publicadas em revistas, jornais, sites e blogues. Nem por isso, contudo, são menos significativas no conjunto de sua obra. Nelas, o leitor encontrará a sagacidade, a emoção, a fábula e a luminosidade que caracterizam meu estilo, com personagens prontos a correrem riscos em busca da crença romântica da plena realização em suas vidas – seja em Portugal, Espanha, Marrocos ou Brasil.

toinho silveira


Os VENCEDORES

CATEGORIA TEATRO

MELHOR ESPETÁCULO ADULTO
“RETRATO do ARTISTA QUANDO COISA”
Grupo: Bololô Cia. Cênica
Direção de Luna Lunera

MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL
Em CADA CANTO um CONTO
Grupo Estação de Teatro
Direção de Rogério Ferraz

MELHOR DIRETOR
HENRIQUE FONTES
(“Flúvio e o Mar”)

MELHOR ATRIZ
QUITÉRIA KELLY
(“Pobres de Marré”)

MELHOR ATOR
DUDU GALVAO
(“Sua Incelênça, Ricardo III”)

MELHOR CENOGRAFIA / FIGURINO
JOÃO MARCELINO
(“Em Casa Canto Um Conto”)

CATEGORIA MÚSICA

MELHOR SHOW
“ÓPERA ROCK”
de Hilkélia
“CAMILA MASISO e ORQUESTRA da UFRN”

MELHOR CANTOR
ISAQUE GALVÃO

MELHOR CANTORA
LIZ ROSA
KHRYSTAL

MELHOR BANDA
DUSOUTO

MELHOR INSTRUMENTISTA
EDUARDO TAUFIC

MELHOR COMPOSITOR
LUIZ GADELHA

MELHOR MÚSICA
ZONA NORTE, ZONA SUL
(de Ricardo Baya)

REVELAÇÃO MUSICAL
ANDRÓIDE SEM PAR

CATEGORIA DANÇA

MELHOR ESPETÁCULO de DANÇA
“PROIBIDO ELEFANTES

MELHOR CIA. de DANÇA
GIRADANÇA

MELHOR BAILARINO
DIOGO GONÇALVES

MELHOR BAILARINA
NATÁLIA NEGREIROS

CATEGORIA ARTES VISUAIS

MELHOR EXPOSIÇÃO
“A FACE OCULTA
(de Morvan França)

MELHOR ESCULTOR
JORDÃO

MELHOR PINTOR
DEMETRIUS MONTENEGRO

MELHOR FOTÓGRAFO
NEY DOUGLAS
CANINDÉ SOARES

MELHOR GRAFFITI
SINHÁ

MELHOR CARTUNISTA
IVAN CABRAL

MELHOR AUDIOVISUAL
“CAIS do SERTÃO
(de Paulo Laguardia)

CATEGORIA LITERATURA

MELHOR LIVRO
“PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO
de Antonio Nahud

ARTISTA do ANO
TITINA MEDEIROS (atriz)

PRODUTOR do ANO
MARCELO VENI

dudu galvão e eu

eu, luciana oliveira e morvan frança

abril 26, 2012

........................................................ MEU NOVO LIVRO

capa de luana aires

 
 
Trago para o leitor o livro de contos PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO (Editora Nação Potiguar, 154 págs.), a ser lançado em 17 de maio, às 19h, no Nalva Melo Salão Café, na Ribeira (Natal, Rio Grande do Norte), entre performance artística da atriz Cláudia Magalhães, ao som de jazz e com exposição fotográfica de Morvan França inspirada na obra do pintor Francis Bacon. Pequenas histórias, por certo, apenas no nome. Nelas está toda a experiência que conquistei em andanças pelo Brasil e Europa – lugares que me possibilitaram realizar tanto meu ofício de formação quanto os de vocação. Com prefácio de Jorge de Souza Araújo, poeta e professor de Literatura Brasileira e Literatura Comparada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e apresentação de Ruy do Carmo Póvoas, escritor e ex-professor titular de Língua Portuguesa da Universidade de Santa Cruz (UESC), e Danielle Carvalho Crepaldi, doutorada em Teoria Literária pela UNICAMP, a obra reúne sessenta e quatro curtas histórias escritas nos últimos 10 anos e publicadas em revistas, jornais, sites e blogues. Nem por isso, contudo, são menos significativas em conjunto. No livro, o leitor encontrará a sagacidade, a argúcia, o fascínio, a emoção autêntica, a fábula e a luminosidade que caracterizam meu estilo, com personagens prontos a correrem riscos em busca da crença romântica da plena realização de suas vidas enfadonhas – seja em Portugal, Espanha, Marrocos ou Brasil. 

Dono de uma prosa em que o lúdico, a vivacidade e uma delicadeza de expressão transformam situações banais em material de ficção, reverbero nestas histórias uma evidente influência cinematográfica no ritmo e em descrições voluptuosas. Estão presentes as mitologias grega, romana e nórdica; a tragicomédia de cunho iconoclasta; o fantástico, o terror. Edgar Alan Poe, Henry Miller, Henrik Ibsen ecoam nessas histórias – alguns textualmente mencionados, o que patenteia a vertente literária à qual me inclina. No entanto, o pessimismo predominante nas relações sociais e afetivas por vezes dá as mãos ao lirismo. Em seu conjunto, os escritos de PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO oferecem ao leitor um instigante passeio literário e existencial. A obra será lançada ao longo do ano em João Pessoa, Recife, Aracaju, Salvador e São Paulo. Baiano, residindo em Natal, publiquei nove livros, entre eles, “Ficar Aqui Sem Ouvido Por Ninguém”, “ArtePalavra – Conversas no Velho Mundo” e “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca”.

Lançamento
PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO
de Antonio Nahud

Data:
17 de maio de 2012, às 19h

Local:
Nalva Melo Salão Café
(Av. Duque de Caxias, 110 – Térreo  do Edifício Bila, Ribeira,
Natal, Rio Grande do Norte)



dezembro 14, 2011

.................................................................... COBRA de DUAS CABEÇAS




 
 
“Cobra de Duas Cabeças”, de Herculano Assis, apresenta poesia e prosa inéditas de Sosígenes Costa (1901 - 1968. Belmonte / Bahia), considerado um dos maiores poetas baianos. Segundo Jorge de Souza Araújo, a obra “resulta de amorosa pesquisa e justificado penhor, caros à memória de um poeta de excelência, aqui observado como pensador e crítico notabilizado por uma verrina que de tão surpreendente constitui-se mais ainda afeta à literatura baiana e brasileira.”. Sosígenes estreou na imprensa em 1928, no “Diário da Tarde”, de Ilhéus, e no mesmo ano tornou-se membro da Academia dos Rebeldes, com Jorge Amado, entre outros. Na época, trabalhava como professor primário. Em 1959 publicou “Obra Poética”, recebendo o Prêmio Jabuti. Em 1979 saiu “Iararana”. Sobre a sua poesia diz o crítico literário José Paulo Paes, quando ainda andava acesa a campanha dos modernistas contra o soneto em prol da institucionalização do verso livre, entretinha-se o poeta a escrever seus 'Sonetos Pavônicos', todos rigorosamente rimados e metrificados, nos quais são perceptíveis traços parnasianos e, sobretudo, simbolistas, ainda que tais sonetos nada tenham de passadistas, caracterizando-se antes por uma modernidade que se patenteia, como a de Quintana, na exploração criativa das possibilidades expressionais dessa forma fixa, então esclerosada pela prática mecânica e abusiva..

CHUVA de OURO

As begônias estão chovendo ouro,
suspendidas dos galhos da oiticica.
O chão, de pólen, vai ficando louro
e o bosque inteiro redourado fica.

Dir-se-á que se dilui todo um tesouro.
Nunca a floresta amanheceu tão rica.
As begônias estão chovendo ouro,
penduradas nos galhos da oiticica.

Bando de abelhas através do pólen
zinindo num brilhante fervedouro,
as curvas asas transparentes bolem.

E, enquanto giram num bailado belo,
as begônias estão chovendo ouro.
Formosa apoteose do amarelo!

SOSÍGENES COSTA
(1928)