fevereiro 05, 2015

......................................................................................... INTERLÚDIO BAIANO

antonio nahud autografando “confissões”
 
 
 
Os dramas elementares do coração humano são as fontes de inspiração para meu livro de poemas CONFISSÕES (Offset Editora - Rio Grande do Norte, 2014), lançado recentemente em três cidades da Bahia: Salvador, Ilhéus e Itabuna. Os lançamentos levam a assinatura de Stella Maris em Salvador, ACATE em Itabuna – leia-se Eva Lima e Ari Rodrigues – e Adryana Ribeiro e Euzner Telles em Ilhéus. O livro traz 51 poemas inéditos; prefácio de Reheniglei Rehem, doutora e pós-doutora em Teoria Literária; apresentação dos poetas e acadêmicos Nelson Patriota e Paulo de Tarso Correia de Melo; e ilustração da capa do artista potiguar Ítalo Trindade. Este é o meu 11º livro do, sendo o 5º de poesia. Influenciado pela literatura moderna portuguesa, sobretudo Maria Gabriela LLansol. Questões como a finitude, o cotidiano e o amor encontram expressão nos versos livres que compõem a maior parte do volume de 67 páginas. Meus poemas falam das relações do homem consigo mesmo, do homem com o próximo, do homem com a natureza e do homem com o mundo, e também das dificuldades de existir e lidar com as coisas.O livro percorre um itinerário de queda e ascensão cujo título é a síntese. No dia a dia enfrentamos situações irremediáveis como a morte de um ente querido ou o término de um relacionamento. Além disso, ninguém tem tudo o que deseja ou aspira. Sempre nos falta algo. Essa é a razão de CONFISSÕES. Por outro lado, é possível encontrar alternativas que, em alguma medida, suprem estes anseios. Os poemas revelam uma espécie de superação. Eles partem da frustração inevitável e chegam nas ‘pequenas coisas’ que são as responsáveis pela nossa felicidade.


Jornalista de formação, já atuei como corresponde cultural na Europa e atualmente sou consultor literário e assessor de comunicação de Diogenes da Cunha Lima, no Rio Grande do Norte. Meu primeiro livro surgiu em 1993, “O Aprendiz do Amor”. Em Portugal, publicou “Retratos em Preto & Branco – Contos Góticos de Madri” (1996), “Ficar Aqui Sem Ser Ouvido por Ninguém” (1998), “Caprichos” (1998) e “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca” (2005). Publiquei também “Suave é o Coração Enamorado” (2006), entre outros. Tenho contos, poemas, crônicas e ensaios publicados em jornais e revistas de vários países. Ano passado recebi o Troféu Cultura RN de Melhor Livro do Ano por “Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano”. Finalizo “Homem Sem Caminho”, romance de ficção com a imigração ilegal brasileira como pano de fundo.

SALVADOR

16 de dezembro, terça-feira, às 19h
Espaço Cultural Casa da Mãe 
Rua Guedes Cabral, 81 - Rio Vermelho


florisvaldo mattos e eu
ruy do carmo póvoas
lima trindade e eu
eu
tania caffé e eu
eu e marcus vinícius rodrigues
élvia magalhães, eu e ruy póvoas
luís antonio cajazeira e eu
mamma lourdes e anna áurea mendonça
gláucia lemos e eu
carlos ribeiro e eu
eu e lita passos
dayane sampaio, eu e nívea maria vasconcellos
dida murta
eu e ansyse ladeia

ITABUNA

18 de dezembro, quinta-feira, às 17h30
Livraria Nobel 
Av. Paulino Vieira, 392 - Centro

eu
betania macedo, livana fontes, edjalma moitinho
 e eu
iolanda costa
magno vieira e reheniglei rehem
gervásio santos
eu e izabel cristina sena
mamma lourdes
eva lima
cláudio zumaeta e ramiro aquino
eu, mary kalid, raimunda crispim
e gervásio santos
vera rabelo

ILHÉUS

20 de dezembro, sábado, às 18h30
Academia de Letras de Ilhéus 
Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39 - Centro

adryana ribeiro, eu e amigo
raquel beck, eu e amigo
euzner telles
zé carlinhos, adryana ribeiro e robert lira
eu
luciano san juan e eu
jorge alessandro e adryana ribeiro
marta serafim, eu, luciano san juan
e euzner telles
andré rosa e eu
adryana ribeiro, jabes ribeiro, marta serafim
e eu
ana virgínia santiago, eu e eliene hygino
marta serafim, adryana ribeiro, eu
e lourdinha teles
adryana ribeiro e eu
AGRADECIMENTOS

ACADEMIA DE LETRAS DE ILHÉUS
ADRYANA RIBEIRO
ANNA ÁUREA MENDONÇA
ARY RODRIGUES
DIÁRIO BAHIA
DIÁRIO DE ILHÉUS
ÉBANO
EDVANILSON LIMA
ELIENE HYGINO
EUZNER TELLES
EVA LIMA 
IOLANDA COSTA
JAFFET ORNELLAS
JORGE ALESSANDRO
JAYRO FONTES
KÁTIA BORGES
LIVANA FONTES
MARCELO MENDONÇA
MARTA SERAFIM
MORENA FM
PAULA GEÓRGIA FERNANDES 
RAPHAEL SANTOS
RAMIRO AQUINO
RAQUEL ROCHA
STELLA MARIS





janeiro 28, 2015

................................................ GISÈLE FREUND: RETRATOS da ALMA

auto-retrato de gisèle freund
 
 
Nascida em Berlim, Alemanha, de pais judeus abastados, intelectuais e colecionadores de arte, GISÈLE FREUND (1908 - 2000) se interessou por fotografia desde jovem, ao ganhar uma Leica. Com a ascensão do nazismo, fugiu para a capital francesa, sem um tostão, enquanto sua família escapava para a Inglaterra. Sem os recursos familiares habituais, começou a fotografar como meio de sobrevivência. Em poucos anos, seria conhecida pelos retratos de artistas e intelectuais, além da atuação como nas revistas “Life”, “Paris Match”, “Picture Post” e “SUR”. Seus temas variados incluem desde a pobreza britânica à importantes figuras políticas, como, por exemplo, quando fotógrafa oficial de François Mitterrand, acompanhando-o durante as eleições para presidente da França, em 1981. Pioneira no uso da cor, que acreditava permitir uma aproximação realista e sensível à personalidade do retratado, sua primeira exposição, em 1938, inovou ao exibir retratos coloridos. Um deles, o do escritor irlandês James Joyce, estampou a capa da revista “Time”, em 1939. 
 
Ao contrário da maioria dos fotógrafos de seu tempo, GISÈLE FREUND via as fotografias coloridas como mais próximas da vida, embora também fotografasse em preto e branco.  Na Paris de 1936, já doutora pela Sorbonne, teve sua tese de conclusão premiada e publicada em livro, “La Photographie en France au Dix-neuvieme Siècle”. A invasão nazista na França obrigou GISÈLE FREUND a fugir novamente, desta vez para a Argentina. O destino não foi escolhido aleatoriamente, sua decisão veio através de um convite recebido da escritora argentina Victoria Ocampo, criadora e editora da revista literária “SUR” (1931 - 1992), considerada uma das publicações mais importantes da América Latina. Por intermédio de Victoria, a fotógrafa viria a conhecer e fotografar, em Londres, Virginia e Leonard Woolf. A difícil Virgínia Woolf não gostou particularmente da fotógrafa, no entanto, não deixou de presenteá-la com um livro de fotografias de sua tia-avó Júlia Cameron.


Com o fim da Segunda Grande Guerra Mundial, GISÈLE FREUND voltou a França, indo a seguir aos Estados Unidos, em 1947, convidada por Robert Capa para ingressar na agência Magnum, fundada por ele e Henri Cartier-Bresson. Em 1950, na Argentina, fotografa Juan e Evita Perón, que estavam no auge do poder. A “Life” publicou algumas das fotografias, gerando um incidente diplomático ao revelar para o mundo a fabulosa coleção de joias de Evita. Convidada para palestrar no México, em 1950, apaixonou-se pela cultura local, ficando dois anos no país, época em que fez amizade com Frida Kahlo e Diego Rivera. Ao tentar retornar aos Estados Unidos, descobriu seu nome incluído na lista negra norte-americana, ao lado de outros artistas e intelectuais considerados comunistas pelo Senador McCarthy, conhecido pela obsessão anticomunista. Demitida da Agência Magnum por causa disso, decidiu morar em Paris. De personalidade forte, descrita como extremamente complicada, chamava os escritores que fotografava de “minhas vítimas”. Às vezes, as vítimas revidavam criticando publicamente seus retratos. Certa vez, numa entrevista, ela questionou: “Explique-me, por que os escritores querem ser fotografados como estrelas e as estrelas como escritores?”.


Com tantas andanças, realizou uma espécie de arquivo visual do star system da cultura, de um tipo de cultura determinada. Sem dúvida, um trabalho importante como testemunho, documento e arte, captando o magnetismo das personalidades retratadas. GISÈLE FREUND dizia ser “o rosto uma máscara, esconde emoções e sentimentos, e o que procuro fotografar está detrás dessa máscara”. Também afirmava não se interessar pela técnica, realizando retratos ao criar um clima de cumplicidade ou quando o modelo - especialmente escritores - não percebia que estava sendo fotografado. Assim realizava imagens encantadoras, talentosas, sem pose, autênticos retratos da alma. Findado o idílio mexicano, passou o resto da vida em Paris, publicando vários livros. Entre eles, “James Joyce in Paris: His Final Years” (1965), “Le Monde et ma Camera” (1970), “Photographie et Société” (1974) e “Memoirs de l' Oeil”. Conquistou o Grand Prix National des Arts (França), o primeiro dado a uma mulher. Também foi a primeira fotógrafa a ganhar uma retrospectiva no Museu Nacional de Arte Moderna, na capital francesa, em 1991. Morreu em 2000, aos 91 anos de idade.

 
jean cocteau

paul valèry

virgínia woolf

henri matisse

jean-paul sarte

henri michaux

iris murdoch

jacques prévert

marguerite duras

anouk aimée

simone de beauvoir

colette

thorton wilder

victoria ocampo

evita péron

samuel beckett

simone signoret

frida kahlo

andré breton

hermann hesse

alberto giacometti

jorge luis borges

pablo neruda

walter benjamin

andré gide

sylvia beach

james joyce

marcel duchamp

andre malraux

vita sackville-west