agosto 31, 2014

........................................... “CONFISSÕES”: MEU NOVO LIVRO

eu e meu novo livro
 
 
 
Lançamento do livro de CONFISSÕES
29 de agosto de 2014
Fórum Miguel Seabra Fagundes da Comarca de Natal (RN)

Neste livro de poemas, o 11ª. de minha trajetória literária, conto os bastidores do mais íntimo em versos sobre o amadurecimento e a busca de significados na vida. Escrever este livro é parte da minha procura do sentido das coisas. Eu o dedico a escritora portuguesa Maria Gabriela LLansol, tem capa do artista plástico Ítalo Trindade, prefácio de Reheniglei Rehem - professora titular da UESC  e doutora e pós-doutora em Teoria Literária -; e apresentação dos poetas potiguares Paulo de Tarso Correia de Mello e Nelson Patriota.

maria gabriela llansol

CONFISSÕES de FRAGMENTOS INSINUADOS

REHENIGLEI REHEM

Sabedor de que o poeta moderno reconhece a linguagem como recorte do mundo, Antonio Nahud incorpora neste seu livro - composto por cinquenta e três poemas - dados novos dos novos tempos e do Belo transitório, projetando na sua poesia a ideia da arte e sua relação com sons, ritmos e imagens metaforicamente referida na linguagem. A partir de reminiscências, contemplando um lugar, um olhar, um estado d’alma, luz ou cores extraídas do átimo entre o eterno e o transitório, os seus versos conotam a predisposição curiosa em observar o novidativo. Para conseguir tal efeito estético, o sujeito lírico precisa forjar seu instrumental, a linguagem alegórica, como modo de formatar o seu instrumental em direção às próprias possibilidades internas da linguagem com a organização inédita de imagens e associações criativas. Ler os seus cantos é dar-se conta de que neles está guardada a nostalgia da relação homem e natureza ao mesmo tempo em que se descobre um exílio na Arte, recortando e filtrando cenas da vida para obter um dinamismo reforçado por imagens poéticas. Nesse sentido, o poeta Nahud consegue expandir e emancipar o fenômeno lírico. Apontando o rumo da sua arte, ele preconiza o lirismo nela amparado, associando o fazer poético à inteligência crítica desse seu livro de confissões ou fragmentos insinuados de poesia.

Professora titular da UESC/BA. 
Doutora e pós-doutora em Teoria Literária
Ilhéus, janeiro de 2014

FOTOS de RODRIGO KLYNGERR


ana e paulo de tarso correa de mello e  eu
antonia moraes de amorim, eu, ana cláudia bezerra barros e victor hugo noé
luciana oliveira, eu, cláudia magalhães e marcus vinícius pereira júnior
luciana oliveira, victor hugo noé, ana cláudia bezerra barros e eu
paulo de tarso correa de mello e eu
vania mello e  eu
vania melo, eu, madson ottoni, cláudia magalhães e luciana oliveira
eu e rodrigo klyngerr

NA MÍDIA

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CONVITE


junho 08, 2014

........................................ INÊS de CASTRO, a RAINHA MORTA

o túmulo de inês de castro

 
Vós, que sofreis, porque amais, 
amai ainda mais. 
Morrer de amor é viver dele.
VICTOR HUGO
(1802 - 1885. Besançon / França)
 
Imagens:
MOSTEIRO de ALCOBAÇA
Portugal
 
 
Em 1340, a bela espanhola Inês de Castro muda-se para Portugal no séquito de D. Constança, noiva castelhana do príncipe D. Pedro, herdeiro de D. Afonso IV, rei de Portugal. Dama de linhagem fidalga, filha de um nobre guerreiro, era parente de D. Pedro, seu primo em segundo grau. De olhos brilhantes, rosto delicado e cabeleira abundante, a formosa moça atraiu imediatamente D. Pedro. A convivência cobiçada levou o Infante a uma paixão que não conseguia disfarçar. A saúde precária de D. Constança, além dos desgostos de uma vida amargurada, não permitiram que vivesse muito, morrendo de parto, logo a seguir ao nascimento da filha Maria, em 1345, ficando livre D. Pedro para cair publicamente nos braços de Inês. A questão do romance adúltero entre D. Pedro e Dona Inês preocupava o velho soberano D. Afonso IV. Ele resolveu encontrar uma solução, obrigando a amante do filho a exilar-se em Albuquerque, na região entre Castela e Portugal. Frustram-se, no entanto, as intenções do rei. De fato, não separou os apaixonados, que se comunicavam por cartas levadas e trazidas secretamente. O amor de Pedro e Inês, longe de amortecer, tornou-se sólido e capaz de superar obstáculos e adversidades. Era tão ardente e profundo o sentimento do casal que D. Pedro, contra a ordem do pai, mandou trazer Dona Inês para Coimbra. Começava uma nova fase para os dois, finalmente juntos. O rei continha, apesar de tudo, o seu furor por tal desobediência. Ele não desejava entrar em guerra com o herdeiro, sabia como eram terríveis as contendas familiares e o desgosto que causaria a Dona Beatriz, sua mulher. A existência de D. Pedro e da linda Inês era feliz. Habitavam em Santa Clara, na margem esquerda do rio Mondego. Ali nasceram seus filhos: o primeiro chamou-se Afonso, em homenagem ao avô, mas morreu ainda criança; os outros, João, Diniz e Beatriz, sobreviveram.


Dez anos passados do falecimento de Dona Constança, os conselheiros da Corte ainda continuavam repetindo a D. Afonso IV que havia um grande perigo para o futuro do país se Dona Inês se tornasse rainha. Ela pertencia à nobre família dos ambiciosos Castros, que tinha pretensões ao trono castelhano. Poderia dar-se o caso de um filho de Dona Inês vir a ser rei, ainda que para tal fosse preciso matar o legítimo herdeiro do reino, D. Fernando, filho de D. Constança. Não era difícil imaginar que a família Castro pudesse tomar o poder nos dois estados ibéricos, pondo fim à independência portuguesa. O ano de 1355 ia testemunhar uma tragédia de sangue. O príncipe D. Pedro nem presumia o que estava para acontecer quando se despediu de Inês e seus filhos para caçar, a cavalo, pelos montes e florestas da Beira, com nobres e escudeiros. Por aqueles dias, D. Afonso IV reuniu os conselheiros de Estado Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho para decidir sobre o destino de Inês de Castro. No dia 7 de Janeiro, ao cair da noite, Inês de Castro foi surpreendida pela chegada do rei e dos conselheiros. Não houve lágrimas que impedissem a execução da vítima, degolada pelo machado do carrasco. Ao tomar conhecimento da morte de Inês, D. Pedro arrebatou se revoltou. Seu temperamento intempestivo reagiu com a ferocidade de um tigre ferido. Chamou às armas nobreza e povo de sua confiança, levantou Trás-os-Montes e Douro pela sua causa e desafiou o rei, seu pai, para a guerra. Felizmente, a intervenção da rainha D. Beatriz conseguiu evitar o pior. Quando subiu ao trono, no ano de 1357, D. Pedro depressa esqueceu o perdão dado aos inimigos. O ódio fez com que atirasse os conselheiros no calabouço; escapou, por sorte, Diogo Lopes Pacheco, que fugiu a tempo para a França. A vingança consumou-se nos paços de Santarém. D. Pedro mandou amarrar as vítimas, cada uma a seu poste de suplício, enquanto os cozinheiros de corte preparavam um lauto banquete de cerimônia. O rei não poupou requintes de horror no castigo implacável. Mandou o carrasco arrancar o coração de um pelas costas e do outro pelo peito. Por fim, ainda teve coragem de arrancar com os dentes pedaços dos corações.


Preservando a memória de Inês de Castro, D. Pedro mandou esculpir dois túmulos, um para ela, outro para ele. Colocados lado a lado, tornariam-se os grandes expoentes da arte tumular medieval portuguesa. Os baixos relevos do túmulo de D. Inês representam cenas da vida de Jesus, da ressurreição e do juízo final. Sobre a tampa está esculpida a imagem de Inês, de corpo inteiro, com coroa na cabeça como se fora rainha. As esculturas do túmulo de D. Pedro representam cenas da vida dos dois apaixonados, desde a chegada de Inês a Portugal. Por sua ordem, os dois túmulos foram colocados dentro da igreja, à mão direita, na capela-mor do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Em 1361, D. Pedro manda trasladar os restos mortais de D. Inês, do Mosteiro de Santa Clara ao Mosteiro de Alcobaça. Eles seguem em liteira de luxo, conduzida por cavaleiros, acompanhada por nobres, clérigos, burgueses e plebeus. Pelo caminho, muita gente com círios nas mãos. No Mosteiro, missas e solenidade para depositar os restos de Inês em túmulo. D. Pedro força os nobres a prestar vassalagem a D. Inês, obrigando-os as beijar a mão do cadáver apodrecido. Até nasceu a lenda de que o rei se desvairou a ponto de fazer coroar Inês. Ele nunca mais voltou a casar, morrendo em 1367. O seu corpo foi depositado no túmulo ao lado de Inês de Castro. O amor de Pedro e Inês inspirou não apenas gerações de artistas portugueses, mas de todo o mundo. Foi tema de ópera na Itália, de zarzuela na Espanha, de romance e tragédia na França, de peças teatrais, poemas, pinturas, filmes, séries de TV etc. O poeta Luís de Camões foi um dos primeiros a celebrar a tragédia na epopeia “Os Lusíadas” (1572). Victor Hugo, em 1822, escreveu uma peça teatral sobre o tema. Encantado com Inês de Castro, desde que visitei pela primeira vez o Mosteiro de Alcobaça, li bastante sobre a sua vida. “De Noite, em Sonhos que Mentem”, um drama teatral em três atos, é a minha homenagem à trágica e sedutora espanhola.

 
FONTES
“História de Portugal” (1978), de Joaquim Veríssimo Serrão; “Inês de Castro” (1822), de Victor Hugo; “Inês de Castro” (1933), de António de Vasconcelos; e “Os Lusíadas” (1572), de Luís de Camões.

maio 09, 2014

.............................................................. COMO DIVULGAR a SUA ARTE





Ilustrações:
BEATRIZ MILHAZES
(1960. Rio de Janeiro / RJ)


O jornalismo cultural inteligente e justo quase não tem lugar na nossa sociedade. A maioria dos colunistas exibe seu próprio círculo social, em um mundo restrito, de toma lá da cá. Muitas editorias dos cadernos de arte se submetem ao marketing provinciano de ídolos de outras terras, da sua gente mais íntima e de um ou outro inevitável artista nativo, pois seria desconfortável não valorizá-lo. Nessa triagem de favoritismos sem um civilizado código de ética, diversos talentos ficam de fora, soterrados no mau hábito jornalístico de levar desafetos e impressões pessoais para a redação, influenciando o patrão e sobressaindo interesses próprios. Se estivéssemos falando de profissionais de medicina, seria o mesmo que um médico se recusar a atender um paciente por não gostar da cara dele. Então, o que fazer? Como mostrar a nossa arte ao público? Hoje em dia se pode dar a volta por cima com um pouco de boa vontade. O truque é aprender a utilizar o universo virtual com sensibilidade, bom gosto, persistência e competência. Eu criei dois blogues, “O Falcão Maltes” e “Cinzas e Diamantes”, que atualmente são visitados diariamente por cerca de mil leitores cada. Utilizo a linha do tempo do Facebook e páginas anexas como colunas opinativas de arte, dialogando com milhares de mentes. Troco ideias com artistas de todo o mundo. Isso sacia pequenas ambições artísticas.


Com o trabalho de marqueteiro da própria obra, levo um público aos meus eventos, vendo livros pela net e sou convidado a mostrar o que faço noutras plagas. Acabou a tensão de ficar à espera da boa vontade da imprensa. Continuo mandando releases e fotografias, mas não me preocupo com o resultado, pois sei que o trabalho será comentado nas redes sociais, abrindo caminhos para outros projetos culturais. Portanto, foi-se o tempo em que eu me magoava com a indiferença de colegas. Nunca apreciei panelinhas e acho que jornalismo deve significar visão ampla, longe de mesquinhez ou listas negras. Pintem, escrevam, dancem ou cantem estruturando sua arte em um mundo mediático particular, caros artistas. Foi-se a época em que o artista somente criava. Hoje em dia, ele precisa colocar sua arte debaixo do braço e ir à luta. Muitas vezes sem sair de casa, no próprio computador. Está claro que a boa e velha imprensa ou abre os olhos ou definha de vez. É visível que está perdendo o bonde; os cadernos culturais são cada vez mais raquíticos ou se extinguem. O correto seria páginas e manchetes dedicadas aos artistas locais, notinhas para celebridades que todo mundo sabe o que come e quem come, e riscar o que não nos engrandece. Com que intenção um periódico nordestino gasta páginas falando do Festival de Cannes ou sobre um best-seller norte-americano? O tipo de informação redundante, preguiçosa, que todo mundo já sabe. Melhor seria se o jornalista resgatasse o mel do melhor da sua terra.


maio 08, 2014

.............................. O SUCESSO do LANÇAMENTO da ÍCONE

josenilton tavares, antonio nahud, clotilde tavares e marcos sá de paula

 
O lançamento da revista ÍCONE – TURISMO e CULTURA no NORDESTE (2ª edição), editada por mim, foi pra lá de prestigiado, contando com cerca de 200 convidados. Aconteceu no Benditas Buteco, bar-restaurante descolado, em Petrópolis, Natal (RN), no dia 29 de abril. A revista que vem recheada de turismo, arte e cultura, está se consolidando a cada dia no mercado. Prestigiado pela mídia, o evento de lançamento foi destaque no Programa Virtuall, colunas de Marcos Sá de Paula, Vicente Serejo e George Azevedo; e blogues de Canindé Soares, Elias Medeiros, Rodrigo Loureiro, Hylneth Correia, Rodrigo Klyngerr  e Caio Oliveira. Veja os cliques.

FOTOS de CANINDÉ SOARES e RIVA JÚNIOR


luciana oliveira, antonio Nahud e gláucia veras
gleydson batalha, marcos galvao e antonio nahud
kalina veloso, luciana oliveira e antonio nahud
rodrigo klyngerr, luciana oliveira e carlos marinho
rodrigo loureiro, miss dani e ítalo trindade
ana cláudia bezerra barros, ítalo trindade e antonio nahud
antonio nahud e flávio freitas
carlos marinho, mercia bezerra, antonio nahud, luciana oliveira e kalina veloslo
diogenes da cunha lima, antonio nahud e olindina freire
canindé soares, luciana oliveira e antonio nahud
heráclito noé, luciana oliveira e antonio nahud
jorge cunha e antonio nahud
ana cláudia bezerra barros
antonio nahud e flor kepak
george brasil, luciana oliveira e antonio nahud
antonio nahud e lívio oliveira
luciana oliveira, javason ferreira, antonio nahud e valmir júnior
italo trintade, miss dani e antonio nahud
renato vilar e esposa, luciana oliveira e antonio nahud
ana cláudia bezerra barros, antonio atenilson, antonio nahud, sandra martins e ewerton alves
ana cláudia bezerra barros, adriana tinoco e diogenes da cunha lima
antonio atenilson e antonio nahud
rodrigo klyngerr e andreia braz
camila costa, clotilde tavares e antonio nahud
mercia bezerra, antonio nahud, ana cláudia e adriana tinoco
lula, luciana oliveira e antonio nahud
antonio nahud, andreia braz e luciana oliveira
rodrigo klyngerr e antonio nahud
diogenes da cunha lima, antonio nahud e livio oliveira
luana rego e mateus rocha
júlio, paula geórgia fernandes e antonio nahud
antonio nahud, riva júnior e edvanilson lima