julho 02, 2016

............................ VINICIUS - SOB o SIGNO da PAIXÃO

vinicius e a sétima esposa, a baiana gesse gessy


E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais.

(Vinicius de Moraes)

Ilustrações:
CHIE YOSHII


Cada relacionamento teve suas particularidades, mas ele sempre era tomado por uma paixão avassaladora. Imortal, posto que é chama. Infinita enquanto durava. Amante intenso e inesquecível, VINICIUS DE MORAES (Rio de Janeiro, RJ, 19 de outubro de 1913 - 9 de julho de 1980, Rio de Janeiro, RJ) casou-se nove vezes e teve incontáveis casos amorosos. Um homem que viveu plenamente, uma vida livre de preconceitos e quebrou muitos tabus. No encalço de seu destino encantador, repleto de reviravoltas, li o excelente “Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão - Uma Biografia”, de José Castello. Retrato dedicado e completo do adorável “poetinha”.

Depois das mulheres, sua grande paixão era sentar em uma mesa de bar, bebendo, compondo e escrevendo. Mestre do coração, VINICIUS DE MORAES marcou fundo a cultura e a alma brasileira. O culto de sua memória só cresce nos 36 anos desde sua partida. Além de poeta e compositor foi diplomata, jornalista, cronista, crítico de cinema, dramaturgo. Pertencia a uma família de intelectuais. Como poeta pop, ele cristalizou o sentimento de uma época, por vezes conturbada, em versos dengosos.


A sua enorme inquietação criativa o levou a se aventurar pelo território da música popular, deixando um legado de composições atemporais e populares. Teve como principais parceiros gigantes da Música Popular Brasileira (MPB), que incluía entre outros, Tom Jobim, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque, Toquinho e Carlos Lyra. Entre seus trabalhos de maior destaque está a canção “Garota de Ipanema”, feita com Tom Jobim. O hit foi composto para a adolescente Helô Pinheiro, depois modelo conhecida, mas se tornou um hino que reverencia a beleza da carioca. Do encontro entre Vinicius e Jobim nasceu uma das mais fecundas parcerias da história da música mundial, marcada por outros clássicos como “Se Todos Fossem Iguais a VocꔓA Felicidade”“Chega de Saudade”“Eu Sei que Vou te Amar” e “Insensatez”.

vinicius garotão
O poeta Manuel Bandeira, ao avaliar o conjunto da obra de VINICIUS DE MORAES, diz que ele soube incorporar magistralmente o mais relevante nas tendências e escolas literárias com que dialoga de perto, como a espiritualidade dos simbolistas, a perícia formal dos parnasianos “e, finalmente, homem de seu tempo, a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos”. Sobre o poeta escreveu também Carlos Drummond de Andrade, dando a dimensão da grandeza do colega: “Eu queria ter sido Vinicius de Moraes. Foi o único de nós que teve vida de poeta, que ousou viver sob o signo da paixão.” De certo modo, todos nós desejamos em algum momento ser VINICIUS DE MORAES, pela riqueza da sua vida, variedade da sua experiência e excelência da sua arte.

O mundo literário sempre desconfiou dos poetas de êxito popular. VINICIUS foi crucificado muito tempo por esse preconceito. Tom Jobim, seu parceiro, dizia que fazer sucesso no Brasil é ofensa moral. Em 1977, em entrevista à mulher, Martita, para um livro que ficou inédito, ele lamentava não ter composto uma obra-prima como o “O Barco Ébrio” de Arthur Rimbaud, os “Cantos” de Ezra Pound ou “A Terra Desolada”, de T.S. Eliot. Modéstia, ele é um dos nossos maiores poetas. Sabendo mais de si do que qualquer outro, disse certa vez: “Sou um labirinto em busca de uma saída”. Essa sua luta engrandeceu a sua eterna busca da beleza e do amor.


OS NOVE CASAMENTOS de VINICIUS

TATI DE MORAES
(de 1938 a 1950)

De malas prontas para Inglaterra, conhece Beatriz Azevedo de Mello, depois conhecida como Tati de Moraes. Ele embarca e os dois se casam por procuração. Estava em Oxford, onde cursou línguas e literatura. Em 1939 estoura a Segunda Guerra e ele volta ao Brasil, onde nascem os primeiros filhos, Susana (1940) e Pedro (1942). Tati foi uma grande incentivadora intelectual, dando força para que o marido ingressasse na carreira diplomática. O casamento com ela não é eterno, mas dura quase uma eternidade, para os padrões do poeta: 12 anos.

REGINA PEDERNEIRAS
(de 1945 a 1947)

Arquivista do Itamaraty, manteve relação com o galanteador VINICIUS. No período, ele ainda estava casado com Tati, que descobriu e perdoou o marido. O poeta chegou a se casar secretamente com Regina numa igreja de Petrópolis. Para a amada escreveu o poema “Balada das Arquivistas”.

LILA BÔSCOLI
(de 1951 a 1957)

Tinha 19 anos quando foi apresentada ao poeta pelo escritor Rubem Braga, numa boate de Copacabana, que teria dito: “Lila Bôscoli, Vinicius de Moraes. E seja o que Deus quiser”. Deus quis uma paixão fulminante. O dobro da idade de Lila, ele tem duas filhas com ela, Georgiana (1953) e Luciana (1956), e dedica à mulher o “Poema dos Olhos da Amada”. Apesar do imenso amor, apaixona-se em Paris pela manequim da Casa Chanel, Mimi de Ouro Preto. Rechaçado, tranca-se na cozinha, veda todas as frestas e abre o gás. Por sorte, a mãe de Lila chega mais cedo em casa e salva o poeta da tentativa estúpida de suicídio.

MARIA LÚCIA PROENÇA
(de 1958 a 1963)

Sobrinha do escritor Octávio de Faria, ela conheceu VINICIUS ainda na adolescência. Reencontraram-se 18 anos depois e, mais uma vez, foi difícil conter a aproximação. Ela era casada, tinha um filho, e decidiu se separar do marido para viver com o poeta. Para ela, escreve a crônica “Para Viver um Grande Amor”.

NELITA DE ABREU ROCHA
(de 1963 a 1969)

Troca Lucinha por Nelita. Namorada de um aluno de poesia dele, não resistiu aos confetes do professor. O casamento tem lances rocambolescos. Ela – 30 anos mais moça que ele – tem um noivo que ameaça matá-la se o deixar. Carlinhos Lyra propõe uma fuga para Paris, onde o amigo foi designado para um posto consular. Acossados pelo ex-noivo, exímio atirador, o casal parte para o Aeroporto do Galeão, com Tom Jobim ao volante, Fernando Sabino e Otto Lara Resende como “seguranças”. A recém-casada comunica por carta o “casamento” aos pais, que num anúncio de jornal tornam público o enlace da filha. Uma amiga comenta com Nelita: “O pior que pode acontecer é você ganhar meia dúzia de poemas e ficar famosa”. Ele dedica a ela “Para uma Menina com uma Flor”. Ao cabo de seis anos, a menina vê mais garrafas do que flores no convívio com o poeta e vai embora.

CRISTINA GURJÃO
(de 1969 a 1970)

Pivô da separação com Nelita, ela teve relação tumultuada com o poeta. Quando estava grávida de cinco meses, descobriu a traição dele com a atriz baiana Gesse Gessy e tentou matar o poeta com um castiçal de estanho. Jornalista, mãe de Maria, caçula de Vinicius.

GESSE GESSY
(de 1970 a 1976)

26 anos mais nova que VINICIUS DE MORAES, fugiu do Rio com o poeta para a Bahia. Filha de santo, leva o parceiro ao terreiro da Mãe Menininha do Gantois, em Salvador. Menininha livra o poeta do medo de voar, mas cobra obrigações: ele só veste roupas brancas, cobre-se de colares de contas e conchas, deixa os cabelos crescerem até os ombros e cumpre uma série de rituais toda vez que entra num avião. Logo começaram as brigas, ele reclamava da casa e não largava o copo de uísque. Ela se irritava e corria atrás dele com uma vassoura na mão e um tamanco em outra. Os amigos abominavam Gesse, o próprio Tom Jobim se afastou. O poeta saía sempre dos casamentos com uma escova de dente e seu retrato pintado por Portinari em 1938, quando tinha 25 anos. Para recuperar a tela teve de entrar na Justiça contra a esposa.


“Até 1976, foi muito, muito, muito intenso. Era muito companheiro”, diz. Ela lembra com saudade os dias em que saíam do Rio de Janeiro e vinham a Belo Horizonte só para comer no Restaurante Tavares. “Ele fazia todos os meus caprichos”. Eles se tratavam de “filhinho” e “filhinha”. Ela chama a atenção para o fato de o romantismo do ex-companheiro ser algo em extinção. Além de deixar poesias escritas em lingeries e peças de roupas, também era comum encontrar surpresas dentro da xícara do café da manhã. “Quando levantava, tinha uma flor, um poema. Cadê o homem que faz isso hoje?”, pergunta.

MARTA RODRIGUEZ SANTAMARÍA
(de 1976 a 1978)

A argentina conheceu o poeta em um show em Punta del Este. Ela foi até o camarim mostrar seus poemas e, como em outras vezes, ele se apaixonou de imediato. Viveram entre o Uruguai, onde ele tinha uma casa de veraneio, e o Rio de Janeiro. Apaixonado, o poeta apresenta-lhe os grandes escritores, artistas e músicos, vivos e mortos. Dedica-lhe poemas bem-humorados. Casam-se em 1976, mas será “uma relação feita de despedidas e reencontros”. Durou dois anos.

GILDA MATOSO
(de 1978 a 1980)

O último casamento do poeta. Ela era 39 anos mais nova que VINICIUS. Eles se conheceram em Paris, onde ele a pediu em casamento. Parece que de alguma forma, sabia que ela seria a sua última esposa e a apresentava como sua viúva: “Esta é Gilda, minha viúva”.  Dito e feito.  Nas turnês europeias, era assessorado por ela. Gilda coloca o poeta no prumo e lhe traz uma nova maturidade. Instalam-se numa casa na Gávea onde ele intensifica sua parceria com Toquinho e as prolongadas sessões à banheira, seu verdadeiro escritório.

Na água da banheira vive seus últimos momentos. É encontrado inconsciente pela empregada. Tentam reanimá-lo em vão e ele morre nos braços da nona e última companheira, Gilda, e do último parceiro, Toquinho. “Era uma vida muito boa ao lado dele. Muito rica, original. Ele detestava rotina, cada dia queria fazer uma coisa diferente. Costumava dizer que nem a barba fazia do mesmo jeito”, lembra. A diferença de idade nunca foi importante. “Sempre fui tiete da poesia dele e, de repente, me vejo casada com ele”. Parte da vivência ao lado do poeta, a viúva registrou no primeiro capítulo do livro “Assessora de Encrenca” (2006).


O amor é um tema recorrente na poesia e nas canções do poeta. 
Selecionamos para você
CINCO POEMAS e CINCO CANÇÕES de AMOR de VINICIUS

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

AUSÊNCIA

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.


TERNURA

te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
                                                                     [extático da aurora.


CANÇÕES

VOCÊ E EU

Podem me chamar
E me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar
Milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir
Melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar
Até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que eu estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você
E... eu

MINHA NAMORADA

Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois


CHEGA DE SAUDADE

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai

Mas
Se ela voltar
Se ela voltar
Que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim

Não quero mais esse negócio
De você longe de mim

Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim...

A INSENSATEZ

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado


EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você


OBRA LITERÁRIA

POESIA

“O Caminho para a Distância” (1933)
“Forma e Exegese” (1934)
“Ariana, a Mulher” (1936)
“Novos Poemas” (1938)
“Cinco Elegias” (1943)
“Poemas, Sonetos e Baladas” (1946)
“Pátria Minha” (1949)
“Antologia Poética” (1954)
“Livro de Sonetos” (1957)
“Novos Poemas II” (1959)
“Obra Poética” (1968)
“A Pablo Neruda” (1973)
“O Falso Mendigo” (1978)
“O Operário em Construção e Outros Poemas” (1979)
“Jardim Noturno” (1993)

CRÔNICA

“Para Viver um Grande Amor” (1962)
“Para uma Menina com uma Flor” (1966)
“O Cinema de Meus Olhos” (1992)

TEATRO

“Orfeu da Conceição” (1954)
“As Feras” (1961)
“Procura-Se uma Rosa” (1961, com Pedro Bloch e Gláucio Gill)
“Cordélia e o Peregrino” (1965)

INFANTIL e JUVENIL

“A Arca de Noé” (1970)

CORRESPONDÊNCIA

“Querido Poeta: Correspondências de Vinicius de Moraes” (2003, organização Ruy Guerra)


AS PARCEIRAS MUSICAIS de VINICIUS

AMÁLIA RODRIGUES

Em 1978 foi lançado o álbum “Vinicius e Amália”, gravado em Lisboa com a lendária cantora portuguesa, Rainha do Fado.

CLARA NUNES

Ela se apresentou no show “O Poeta, a Moça e o Violão”, ao lado de Vinicius e Toquinho, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Gravou-se um disco ao vivo.

ELIZETH CARDOSO

O ano de 1958 marcaria o início de um dos movimentos mais importantes da música brasileira, a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento veio com o álbum “Canção do Amor Demais”, gravado por Elizeth. Além da faixa-título, o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom, como “Luciana”, “Estrada Branca”, “Outra Vez” e “Chega de Saudade”, em interpretações vocais intimistas.

“Chega de Saudade” foi uma canção fundamental daquele novo movimento, especialmente porque o álbum de Elizeth contou com a participação de um jovem violonista, João Gilberto, que com seu inovador modo de tocar o violão, caracterizado por uma nova batida, marcaria definitivamente a Bossa Nova e a tornaria famosa no mundo inteiro a partir dali. A importância do disco “Canção do Amor Demais” é tamanha que ele é tido como referência por muitos artistas como Chico Buarque e Caetano Veloso. Em 1963, o selo Copacabana lançou o álbum “Elizeth Interpreta Vinicius”, contendo as parcerias do poetinha com Baden Powell, Moacir Santos (e arranjos deste), Nilo Queiroz e Vadico.

MARIA BETHÂNIA

O poeta participou do concerto “Pois É”, no Teatro Opinião, em 1966, ao lado dos baianos Maria Bethânia e Gilberto Gil. No espetáculo dirigido pelo arranjador, compositor, maestro e pianista Francis Hime, o público carioca conheceu pela primeira vez as canções de Gil. Em 1971, VINICIUS voltou à Boate Fusa, na Argentina, para gravar um LP ao vivo com Toquinho e Bethânia. Neste álbum estão presentes canções com “A Tonga da Mironga do Kabuletê”, “Testamento” e “Tarde em Itapoã”. Em 1974, Bethânia (em “Apelo” e “Viramundo”) participou do álbum “Toquinho, Vinicius e Amigos”.

MARIA CREUZA

Em 1969, o poeta se apresentou ao lado de Maria Creuza e Dorival Caymmi em Punta del Este. Outra apresentação marcante de VINICUS DE MORAES, ao lado de Toquinho e Maria Creuza, foi na cidade argentina de Mar del Plata, na boate La Fusa. O concerto resultaria no LP ao vivo “Vinicius En La Fusa”, uma das mais belas joias gravadas ao vivo da música brasileira. No repertório, interpretado de modo espetacular pela cantora baiana, estão entre outras “A Felicidade”, “Garota de Ipanema”, “Irene”, “Lamento no Morro”, “Canto de Ossanha” (canção muito aplaudida pela plateia argentina), “Samba em Prelúdio”, “Eu Sei Que Vou Te Amar” (canção que contou ainda com a declamação do poetinha de “Soneto da Fidelidade”, para delírio do público argentino), “Minha Namorada” e “Se Todos Fossem Iguais A Você”, que encerra o magnífico concerto. Em 1974, Maria Creuza (“Tomara” e “Lamento no Morro”) participaria do álbum “Toquinho, Vinicius e Amigos”.

MIÚCHA

Em 1970, o poeta se apresentou na casa de espetáculo carioca Canecão, com Tom Jobim, Toquinho e Miúcha. O show, que relembrou a trajetória do poeta, ficou quase um ano em cartaz devido ao grande sucesso obtido. Sete anos passados, a gravadora Som Livre disponibilizou no mercado o LP “Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha - Ao Vivo no Canecão”.

NARA LEÃO

Em 1968, o poeta participou de shows em Lisboa, na companhia de Chico Buarque e Nara Leão. A cantora gravaria várias canções dele.

ODETE LARA

VINICIUS DE MORAES lançou com a famosa atriz do Cinema Novo seu primeiro álbum: “Vinicius e Odete Lara”, em 1963. Com arranjos e regência de Moacir Santos, o LP contem canções da parceria com Baden Powell, como “Berimbau”, “Mulher Carioca”, “Samba em Prelúdio” e “Só por Amor”, entre outras.

ORNELLA VANONI

O poeta gravou com o habitual parceiro Toquinho e a pop star italiana Ornella Vanoni, em 1976, o álbun “Ornella Vanoni, Vinicius de Moraes e Toquinho - La Voglia”.


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9 comentários:

Antônio Francisco de Jesus Saracura disse...

Que belo trabalho esse sobre Vinicius! Nunca vi nada igual sobre um dos nossos grandes ídolos. O País inteiro deveria conhecer. Vinicius jamais será esquecido, especialmente, se relembrado assim, desse jeito.

Vanessa Vasconcelos Horner disse...

Que maravilha! Falou TUDO sobre o poetinha, Nahud!

Cristiane Oliveira disse...

Excelente texto!!

Mauren Sequeira disse...

Gostei do texto. Profícuo!

Aurorinha Zeitune disse...

Carambaaaaa !!!!👏👏👏👏 Falou tudoooo!

Mardone França disse...

Superlativo Plural

Jorge Carvalho disse...

-" Quem nunca curtiu uma paixão / Nunca vai ter nada não! "

Andréa Bessa disse...

Lindo e sensível texto! Verdadeiro! Sempre me emociono.

Saleti Maria Almada disse...

Texto maravilhoso e verdadeiro.Aqueceu meu coração.Obrigada por existires !