julho 20, 2012

................................................... ANTONIO NAHUD: uma BIOGRAFIA




 
ANTONIO NAHUD (Itabuna, Bahia. 13 de junho de 1969). Escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, blogueiro. Cinéfilo incorrigível. Nascido nas terras-do-sem-fim do sul baiano, morou em diversas cidades brasileiras (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo etc.) e europeias (Lisboa, Sintra, Londres, Madri, Paris, Barcelona). Desde 2010 vive em Natal, Rio Grande do Norte. Recebeu o Título de Cidadão Natalense e o Troféu Cultura - RN de Melhor Livro de 2013 / Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano.  Autor de onze livros que abordam diversos gêneros (crônica, poesia, conto, ensaio) e retratam sua vivência errante. Editado por pequenas editoras, vem sendo reconhecido como um dos valores da literatura nordestina. O mais velho dos seis filhos (Neto, Urbano, Paulo José, Marcelo e Anna Áurea) de um advogado e uma ex-funcionária dos Correios e Telégrafos, Antonio e Maria de Lourdes. Criado na fazenda de cacau Bela Vista, à beira da Mata Atlântica, cortado pelo Rio Cachoeira. Nas bibliotecas paterna e do tio-padrinho, o advogado e procurador geral da União Gervásio Santos, descobriu Charles Dickens, Victor Hugo, as irmãs Bronte e Monteiro Lobato. 
 
primeiro à direita, com irmãos e primos,
aos sete anos
Adolescente, escreveu folhetins inspirados em filmes. Entre eles, “Vidas em Tempestade”, narrativa de uma jovem herdeira perseguida por parentes desonestos. Escondida numa ilha paradisíaca, enamora-se de um místico. Os escritos ingênuos desaparecem em um incêndio. No colégio Divina Providência, em Itabuna, conheceu duas figuras fundamentais na sua trajetória literária: os poetas Ruy do Carmo Póvoas e Genny Xavier. Aos 17 anos, em Salvador, iniciou arquitetura na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desistindo do curso, assumiu o jornalismo como profissão. Atuou na redação de diversos jornais do Sul da Bahia, estreando como repórter de cultura na tevê Manchete em 1988. 
 
Em 1990, mudou-se para São Paulo, trabalhando na Editora Siciliano como assistente do editor Pedro Paulo de Senna Madureira e, a seguir, como assessor de comunicação do político José Aristodemo Pinotti. Amigo da poeta Hilda Hilst, frequentou sua casa em Campinas durante dois anos. Partiu para a Europa em 1994. Por doze anos viveu no Velho Continente, cobrindo festivais de cinema, encontros literários e outros eventos artísticos para os jornais Folha de S. PauloO Tempo” (MG), Tribuna do Norte(RN) e A Tarde” (BA), entre muitos outros. Entrevistou mais de 100 celebridades, incluindo quatro escritores vencedores do Nobel e diversos profissionais de cinema premiados com o Oscar. De volta ao Brasil, assumiu a vice-diretoria do Centro de Cultura Adonias Filho, na Bahia, enquanto escrevia semanalmente a coluna “Curto / Circuito, no Diário Bahia. Atualmente é assessor para assuntos literários do presidente da Academia de Letras do Rio Grande do Norte, Diogenes da Cunha Lima, e edita dois blogues, entre outras atividades culturais. 
 
  OBRAS do AUTOR

O APRENDIZ do AMOR 
poesia, 1993

RETRATOS em PRETO & BRANCO – CONTOS GÓTICOS de MADRID 
contos, 1996

FICAR AQUI SEM ser OUVIDO por NINGUÉM / CAPRICHOS
  contos, 1998


ARTEPALAVRA – CONVERSAS no VELHO MUNDO
 
entrevistas, 2003

Um SENTIDO PARA a VIDA – Uma BIOGRAFIA de DIOGENES DA CUNHA LIMA 
biografia, 2004

Se UM VIAJANTE numa ESPANHA de LORCA 
crônicas, 2005

SUAVE é o CORAÇÃO ENAMORADO 
poesia, 2006

LIVRO de IMAGENS 
poesia, 2009

PEQUENAS HISTÓRIAS do DELÍRIO PECULIAR HUMANO
contos, 2012

AGNELO ALVES – 8 DÉCADAS 
biografia, 2012

CONFISSÕES 
poesia, 2014

NASCIDA PARA a FELICIDADE
 biografia, 2015

OBRAS no EXTERIOR

Três livros publicados em Portugal: “Retratos em Preto & Branco - Contos Góticos de Madrid” (1996), Ficar Aqui Sem Ser Ouvido Por Ninguém / Caprichos” (1998) e “Se um Viajante numa Espanha de Lorca” (2005). Tem contos e poemas em antologias norte-americanas, argentinas, espanholas e portuguesas.

caio fernando abreu e eu 
 TEATRO

Os PRESOS do CAMACÃN / GALÁXIAS

A TERRA VISTA ATRAVÉS dos OLHOS de DUAS MULHERES PÁLIDAS 
co-autor Genny Xavier

ENTRE NÓS 
perdido

TRIUNFO 
perdido

PEQUENAS HUMILHAÇÕES

ADAMASTOR 
perdido

ÁGUAS, LUAS DOIDAS 
perdido, 1994

As ATRIZES 
 1994

Em CARNE VIVA 
2000

As SOMBRAS SÃO tão IMPORTANTES QUANTO a LUZ 
sketch, 2002

Das SOMBRAS 
2003

CAVALOS SOB a LUA CHEIA 
incompleto, 2003

SONHOS que MENTEM 
2006

DUAS MULHERES bem COMPORTADAS 
2009

COLUNAS e BLOGUES

De COR e SALTEADO  
Jornal Agora

CULT-MOVIE 
Tribuna do Cacau

ARTE & PECULIARES 
Revista Prefácio

IDEIA NOVA 
Folha do Cacau

NOTORIUS 
Diário de Itabuna

ARTE ASSINADA 
Tribuna do Cacau

FEIRA de VAIDADES 
O Regional, 1994

O PENSAR CULTURAL 
Virtual Cult, 2003

No SILÊNCIO da NOITE 
2003

El GITANO 
2004

TRÊS VEZES BAHIA 
2005

O REI MORREU, VIVA o REI 
2006

LADO B 
Jornal de Hoje – Primeira Edição, 2006

CURTO-CIRCUITO 
Diário do Sul, 2008

CINZAS e DIAMANTES 
2010

O FALCÃO MALTÊS 
2010

eu e o poeta claudius portugal
PREMIAÇÕES

Primeiro lugar no Concurso da Academia Juvenil de Letras (Secção da Bahia) com “Os Presos do Camacãn”

Primeiro lugar no concurso Estórias Curtas da Região do Cacau (PACCE) com “Diário de Loucura e Razão” (Comissão julgadora composta por Cyro de Mattos, Maria de Lourdes Netto Simões e Valdelice Pinheiro)

Primeiro lugar no Concurso de Contos Hélio Pólvora para autores inéditos em livro, promovido pelo P.A.C.C.E., com “Almanaque para Floristas / Feminina Falácia Existencial

Segundo lugar no Terceiro Concurso de Contos de Franca (São Paulo), com “Fúria”, promoção da Prefeitura Municipal de Franca (comissão julgadora, Caio Porfírio Carneiro, Roberto Fontes Gomes e Laura Vargas)

Primeiro Lugar, Prêmio Qorpo Santo, com “Galáxias, no II Festival de Leituras Dramáticas do Rio de Janeiro

Primeiro lugar no concurso literário Cidade de Itabuna (Fundação Cultural do Estado da Bahia / Centro de Cultura Adonias Filho), com o livro “Contos e Lendas de Paixões Mórbidas”

2º. Ex-aequo no concurso do DN-Jovem - Diário de Notícias, de Lisboa, com “Uma Tarde de Primavera”

Troféu Cultura de Melhor Livro do no / RN por Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano

eu e nélida piñon
DEPOIMENTOS

“La poesia de Antonio Nahud es todo um desafio a la imaginación, um regalo para los sentidos. Brillante y extravagante. Es dúctil, cromática, igual de sabrosa em la evocación lírica que en el testimonio social
Manuel Puig, escritor argentino, 1988

“Atento à modernidade literária, empenhado na estrutur e no que narrar, o novo ficcionismo da Região Cacaueira, no qual despontam nomes expressivos como Antonio Nahud, já transcendeu a saga cacaueira”
Hélio Pólvora, escritor, 1988

“A literatura de Antonio Nahud submerge o leitor num mundo intrépido de terror e tremor, de beleza indescritível e de uma fascinante prospecção filosófica sobre o tempo, a morte, o amor, o horror, o sexo, a busca”
Caio Fernando Abreu, escritor, 1990

“A cada dia os versos de Antonio Nahud purificam ainda mais as palavras abandonadas da nossa língua portuguesa ávida de imagens e ritmos”
Hilda Hilst, poeta, 1992

“A poesia sempre foi um gênero fundamental. Uma das características dela é conservar coisas que de outra maneira se perderiam. Como já não usamos baús, as coisas se guardam nos poemas. A imaginação lúdica do bom poeta grapiúna Antonio Nahud é fértil no seu baú de miudezas densas”
Jorge Amado, escritor, 1993

“Antonio Nahud est um auteur singulier qui a construit une oeuvre poétique lyrique et actuelle. Une écriture marquée par um fort symbolisme, dês représentations sublimées d’images et d’objets ordinaires”
Serge Carrera, jornalista francês, 2001

“Gosto muito do que Antonio Nahud escreve. Acho sua literatura excelente. Ele é um dos meus. Como o Glauco Mattoso e o Roberto Piva dizem, tão carinhosamente, acho que tenho coragem em gostar de escritores que abordam temas malditos ou  noir”
Leila Miccolis, poeta, 2001

“Acompanho e admiro os textos de Antonio Nahud. É um escritor de rara sensibilidade”
Dalila Teles Veras, escritora, 2003

“Um autor de extraordinária coragem na afirmação das suas opiniões, da sua diferença e da sua pertença, cujo vitalismo é tão poderoso quanto a sua imaginação”
Jorge Telles de Menezes, poeta português, 2005

“É por nós, generosamente, que ele cruza oceanos, contempla as paisagens, sem hesitar penetra em labirintos, ausculta cavernas, desvela horizontes, revela territórios reais e poéticos, se expõe Face a Face com geografias desconhecidas e interroga o humano em Diálogos reveladores, sempre, por onde passa”
Vicente Franz Cecim, poeta, 2005

“Antonio Nahud e revela pela palavra naquele quarto mais escuro, já em desuso, que outrora edificou imagens. Um intelectual latino, em andanças de busca por uma Europa que ora o acolhe, ora o rejeita em igual medida, numa lide de paixão que lembra a de alguns amantes, tormentosa/prazerosa, essencial experiência”
Kátia Borges, poeta, 2005

“Antonio Nahud é um peregrino dos mistérios do eu
José Inácio Vieira de Melo, poeta, 2006

REFERÊNCIAS

MENDES, Helena. Venha Ver Itabuna. 1986

IGREJA, Francisco. Dicionário de Poetas Contemporâneos. 1988

IGREJA, Francisco. Dicionário de Poetas. 1991
 

CAPINAM, José Carlos e PÓLVORA, Hélio. Os Seres e as Cores nas Terras do Sem Fim. 1993
 
SIMÕES, Maria de Lourdes Netto. A Ficção da Região Cacaueira Baiana: Questão Identitária. 1998
 
PÓLVORA, Hélio. O Espaço Interior. 1999

AQUINO, Ramiro. De Tabocas a Itabuna – 100 Anos de Imprensa. 1999

COUTINHO, Afrânio e SOUZA, J. Galante de. Enciclopédia de Literatura Brasileira. 2003

REHEM, Reniglei. Literatura do Cacau I e II. 2010

GOMES, Carlos. O Velho Imigrante. 2012

APRESENTAÇÕES

Recital de poesia em Figueira da Foz, no Palácio Sotto Mayor, Portugal, em 31 de setembro, interpretando Pessoa, Lorca, Boris Vian e Walt Whitman (1996)

Recita poesias no bar Tasca à Latina, em Sintra, Portugal, promovido pelo fanzine Corpo (1997)

Participa do First Festival Naked Poets in London, no The Institute of Contemporary Arts (ICA) (1998)

Participa de recital em Brixthon, Londres, com a presença do escritor beat Lawrence Ferlinghetti (1998)

Recital público em Edimburgh, Escócia (1998)

Interpreta poemas de Hilda Hilst, Paulo Leminski, Ferreira Gullar e Vicente Franz Cecim no “Barcelona Poesia – Set Dies de Poesia a la Ciutat”, na Plaza del Rei (2004)

Na noite de estreia da exposição de fotografias “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca” em Tarifa, Cádiz, no La Sacristia, o autor interpreta poema de Federico García Lorca (2004)

Leitura de poemas na 17ª. Edición de la Semana Negra de Gijón (Astúrias, Espanha), de 9 a 17 de julho (2004)

Participa do sarau “Poesia Atlântica – Saudação à Primavera”, na Praia Grande (Sintra), ao lado de Jorge Telles de Menezes, Risoleta Pedro Pinto, Rui Mattoso, Duarte Braga e Marta Lança (2005)

Integra o grupo Meninos da Avó, em Sintra, Portugal, com saraus quinzenais, às quintas-feiras (2005)

Dentro do projeto “Aula Comentada”, fala sobre sua literatura e interpreta poemas na Universidade do Estado da Bahia (Campus XV Valença), coordenado pela antropóloga Cora Macedo (2006)

Poeta convidado do “Poesia na Boca da Noite”, no restaurante Grande Sertão, em Salvador, coordenado por José Inácio Vieira de Melo e ao lado da poeta carioca Helena Ortiz (2006)

Poeta convidado do projeto “Imagem do Verso, coordenado por Elizeu Moreira Paranaguá, no Poesia no Porto, onde apresenta o vídeo-poema “Tributo a Kurosawa” e faz homenagem a Rainer Maria Rilke (2006)

Ao lado do músico Luiz Gadelha e dos atores Henrique Fontes e Tatiana Deassu, interpreta poemas de “Suave é o Coração Enamorado” no lançamento deste livro na Casa da Ribeira, em Natal, RN (2006)

Ao lado dos poetas Linaldo Guedes, Astier Basílio e Paula Ziegler e da atriz Petra Ramalho faz leituras de poemas de “Suave é o Coração Enamorado”, no Mister Caipira, Manaíra, João Pessoa (2006)

em paris na shakespeare & cia.
ENCONTROS LITERÁRIOS

Encontro literário em Registro, interior de São Paulo, coordenado por Leila Miccolis e Urhacy Faustino (1989)

Participa do encontro Depois do Muro – Caminhos da Nova Literatura Alemã”, no Acarte (Fundação Calouste Gulbenkian/ Goethe-Institut Lissabon / Casa Fernando Pessoa) com leituras, debates, conferências e lançamentos literários. Entre os escritores, Durs Grunhein, Brigitte Kronauer, e Wolfgang Hilbig (1996)

Em Rochefort-sur-Mer, na França, participa da Fête du Livre – Balcon sur l’Atlantique (1996)

Participa do encontro internacional “Poesia em Lisboa”, de 21 a 25 de maio, na Casa Fernando Pessoa, com a colaboração do Pen Club. Entre outros, estiveram presentes os escritores Nona Issaia (Grécia), Osten Sjostrand (Suécia), Bernard Noel (França), Luísa Castro (Espanha) (1996)

Participa do encontro “Festa da Língua Portuguesa”, no Palácio Valenças, em Sintra, conhecendo os escritores Mia Couto, Pepetela, Ruy Duarte de Carvalho e Manuel Rui Monteiro (1997)

Participa do colóquio “Desejos Urbanos”, no auditório do Rio do Mouro, com temas diversos como “As Expressões Artísticas Próprias do Subúrbio” (1997)

Participa da jornada de reflexão pelo 40º. aniversáro de morte do escritor grego Nikos Kazantzaki, autor de Zorba, o Grego, na Sociedade de Línguia Portuguesa (SLP), em Lisboa. (1997)

Participa da conferência “O Berliner” Ensembler Agora”, por Stefan Suschke, sobre a companhia teatral criada por Bertolt Brecht em 1949, no Goethe Institut, com a apresentação no CCB dos espetáculos “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” e “Quartett”, com direção de Heiner Muller (1997)

Participa do ciclo “Duplo Caminho – Literatura Contemporânea de Flandres e dos Países Baixos, na Casa Fernando Pessoa/Fundação Calouste Gulbenkian, onde conhece a escritora portuguesa Lídia Jorge (1997)

Presente no 18º. Salon du Livre, na Ponte de Versailles, com o Brasil como país convidado (1998)

Participa do “IV Encontro Internacional de Poetas”, em Coimbra (Portugal), organizado pelo Grupo de Estudos Anglo-Americano da Faculdade de Letras da UC, com a presença do crítico literário Harold Bloom (2001)

Participa do “Encontro Internacional de Jornalismo Cultural”, no Porto (Portugal), uma iniciativa do Centro de Formação de Jornalistas / Porto 2001, capital européia da cultura (2001)

Participa do Café Literário da VI Bienal do Livro da Bahia, dia 24 de agosto, no Centro de Convenções de Salvador, ao lado da poeta Kátia Meccés e da dramaturga Cacilda Póvoas, com leitura do seu texto “A Alma de Um Homem”, pela atriz Meran Vargens e apresentação/entrevista de Doris Pinheiro, da TVE. (2003)

Na “Semana dos Autores Vivos”, da Associação Lês Auteurs de L’Ombre, faz leitura de “Das Sombras” (2004)

Presença no Fórum Barcelona das Culturas (2004)

Participa da 17ª. Edición de la Semana Negra de Gijón (Astúrias, Espanha), de 9 a 17 de julho de 2004

Participa da “IV Jornadas Poéticas”, em Barcelona, no La Pedrera, promovida pela Associação Colegial de Escritores de Catalunha, Cedro e Fundação Caixa Catalunya (2004)

Leitura do conto “Andando por um Caminho Selvagem” no Festival de Literatura Kosmopolis 2004 Barcelona

Presente na “34ª Feira do Livro de Málaga”, de 28 de maio a 06 de junho (2004)

Participa da “Marathon des Mots”, uma maratona literária em Toulouse (França), de 26 a 29 de maio (2005)

Presente na “Feira do Livro de Lisboa”, no Parque Eduardo VII (2005)

Lança “Suave é o Coração Enamorado” durante o VII Seminário Internacional de Literaturas Luso-Afro-Brasileiras, na UESC (Universidade de Santa Cruz), em Ilhéus, interpretando dois poemas seus no auditório da universidade, ao lado do poeta de Feira de Santana, Cleberton de Souza (outubro de 2006)

Participa do “II Encontro Natalense de Escritores (ENE)” (2007), falando sobre Oswaldo Lamartine

Bate papo literário com a escritora Martha Medeiros, no auditória da Siciliano, Natal, RN (2010)

Participa do II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), em Natal, Rio Grande do Norte (2011)

LIGAÇÕES EXTERNAS


ENTREVISTAS em BLOGUES




julho 18, 2012

............................................................... LANÇAMENTO em NÚMEROS

agnelo alves e eu


 
lançamento da biografia 
AGNELO ALVES – 8 DÉCADAS
de Antonio Nahud 

Palácio da Cultura (Natal, Rio Grande do Norte)
16 de julho de 2012, segunda-feira, das 19 às 22h

Idade do biografado: 80 anos
Livros publicados pelo autor: 10
Público no evento: mais de mil pessoas
Exemplares vendidos: 523
Páginas do livro: 210
Cobertura da mídia: total (jornais impressos, blogs, rádio e tevês)

Uma concentração de governantes no Palácio da Cultura, na noite de autógrafos da biografia AGNELO ALVES – 8 DÉCADAS. Por lá passaram a ex-governadora Wilma de Faria, o ex-governador Garibaldi Filho, o ex-governador Lavoisier Maia, o ex-governador Iberê Ferreira de Souza e a atual governadora Rosalba Ciarlini. Foi uma noite belíssima. Durante duas horas e meia fiquei autografando. Pela fila de autógrafos, passaram o vice-governador Robinson Faria; o presidente da Assembleia, Ricardo Motta; os deputados Walter Alves, José Dias e Tomba Farias; o prefeito de Parnamirim, Maurício Marques; e o candidato a prefeito da capital, Carlos Eduardo Alves. Políticos, escritores, jornalistas e empresários prestigiaram o lançamento. De minha autoria, o livro tem orelha escrita pelo ex-presidente da República e imortal da Academia Brasileira de Letras, José Sarney. Além do início da carreira jornalística de Agnelo Alves, nos anos 50, no Rio de Janeiro, a obra também retrata a história política do RN e o Estado durante o saudoso Regime Militar. 
 
  FOTOS de MORVAN FRANÇA

a multidão na porta do palácio da cultura. dentro estava lotado
a escritora anna maria cascudo, filha de câmara cascudo, e eu
eu e a governadora do rio grande do norte, rosalba ciarlini
a jornalista nina rodrigues e eu
eu, leila, marísio e diogenes da cunha lima
eu e a jornalista laurita arruda
o senador garibaldi filho
a ex-governadora do rn, wilma de faria, e eu
eu e o jornalista rubens lemos filho
eu autografando

julho 09, 2012

....................... LANÇAMENTO da BIOGRAFIA de AGNELO ALVES




Celebrando os 80 anos do jornalista e deputado estadual Agnelo Alves, lanço dia 16 de julho, às 19 h, no Palácio da Cultura – Pinacoteca do Rio Grande do Norte, a biografia AGNELO ALVES - 8 DÉCADAS. Dividido em 8 capítulos e recheado com depoimentos e dezenas de fotografias que mapeiam a intensa trajetória do biografado, o livro tem introdução do ex-presidente da República José Sarney, do jornalista Cassiano Arruda Câmara e do escritor Diogenes da Cunha Lima. Para escrevê-lo, li mais de uma dezena de livros, entrevistei um número expressivo de pessoas e mergulhei no arquivo pessoal do deputado, descobrindo uma personalidade dinâmica e fundamental para a compreensão da história política e jornalística do Rio Grande do Norte. Em mais de duzentas páginas, AGNELO ALVES - 8 DÉCADAS fala do nascimento do biografado, de sua passagem pela imprensa carioca nos anos 50, da cumplicidade política com Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, da cassação política no Regime Militar e dos bastidores de campanhas das quais fez parte, com destaque para a emblemática eleição de seu irmão Aluízio Alves para governador do Rio Grande do Norte, em 1960. Gosto de biografias, é um prazer lê-las e escrevê-las. E Agnelo Alves é um dos mais significativos nomes da política nordestina. Sua vivência merecia ser contada em livro. Baiano radicado em Natal desde 2010, lancei recentemente o livro de contos “Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano”.

eu e agnelo alves
Lançamento:
“Agnelo Alves – 8 Décadas”
de Antonio Nahud

Data:
16 de julho de 2012, segunda-feira, às 19 h

Local:
Palácio da Cultura – Pinacoteca do Rio Grande do Norte
(Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta – Natal/RN)

junho 25, 2012

................................................................ TRÊS MULHERES GRAPIÚNAS

 
 
 
Ilustrações:
CALASANS NETO
(1932 - 2006. Salvador / Bahia)
 
01
CANDINHA DÓRIA
(1914 - 2005. Itabuna / Bahia)
atriz

eu e candinha
Considerada a primeira atriz da história do teatro itabunense, Maria Cândida Pereira Doria s
ubiu ao palco pela primeira vez aos sete anos de idade. Senhora apaixonante, refinada e serena, de vida intimamente ligada à arte, destacou-se na ribalta grapiúna dos anos 1960. Sempre elegante, ela esteve na inauguração de uma das minhas exposições de pintura, “Destroços da Realidade”, 1988, e no lançamento do meu primeiro livro, “O Aprendiz do Amor”, 1993. Longe de Itabuna, quando passava por lá ia visitá-la no Centro de Cultura Adonias Filho.
No final dos anos 1980, CANDINHA DÓRIA me disse que pensava em voltar à atuar, na pele da Amanda Wingfield de “À Margem da Vida”, de Tennessee Williams. Infelizmente, não concretizou o sonho. Em 2005, ela partiu para o outro lado da lua, aos 91 anos. Nós sabemos o que perdemos. Deixou uma lacuna que talvez nunca seja preenchida, pois artistas humanistas de sua envergadura não se fabricam mais e dificilmente terão alguma chance de vingar no pântano atual do individualismo e da maledicência. Ave, Candinha! Saudades!
 

02
EVA LIMA
atriz e produtora cultural


O teatro sobrevive no território da emoção. Atraído desde sempre por este universo libertário, escrevi peças para algumas amigas atrizes (Das Sombras” para Daniela Escobar; “Águas, Luas Doidas” para Eva Lima; “Sonhos que Mentem” para Rita Assemany; e “Duas Mulheres Bem Comportadas” para Cláudia Magalhães). O texto que fiz para a inquieta EVA LIMA se perdeu. Uma pena, tinha seu encanto. Contava a história da fiel governanta do escritor francês Marcel Proust, então nos seus últimos dias de vida. Também não existe cópia de um vídeo-poema que dirigi para a TV Cabrália (Itabuna, Bahia) com Eva como protagonista, versos de Cyro de Mattos e música de Erick Satie. 

A trajetória dessa atriz iluminada começou na primeira metade da década de 1980. Projetou-se como uma das referências do teatro grapiúna. Entre o sonho de artista e a difícil arte da sobrevivência, atuou em “Transe”, “Itabuna Alves do Amor Divino”, “A Feira”, “Dona Flor e seus Dois Maridos” etc. Como a prostituta Ana de Amsterdã de “Calabar – Elogio da Traição”, de Ruy Guerra e Chico Buarque de Holanda, na Sala Zélia Lessa, primou pela sensibilidade exata. Depois de temporada fértil em Salvador, participando inclusive de filmes (a sua cena em “Eu Me Lembro”, de Edgard Navarro, é inesquecível), voltou a morar em Itabuna, virando a cidade de cabeça pra baixo como valiosa produtora cultural.
A arte transforma mentes e corações. A arte existe, justamente, para ser uma manifestação diferenciada do corriqueiro, do demasiado humano. Através de metáforas, alegorias e recursos estilísticos, o milenar teatro existe pela perseverança de gente talentosa como EVA LIMA.


03
SONIA COUTINHO
(1939. Itabuna / Bahia)
escritora e jornalista
 

Não nego o fascínio pela literatura da itabunense Sonia Coutinho. Ainda estudante, ao bater com os olhos pela primeira vez em suas palavras nunca mais deixei de admirá-las. A obra em questão, “O Jogo de Ifá”, de 1980, faz referências a deusas e divindades do universo afro-brasileiro. SONIA COUTINHO pertence a frutífera geração de Hélio Pólvora, Florisvaldo Mattos, Cyro de Mattos e Telmo Padilha. Com ênfase no psicológico, suas protagonistas são mulheres independentes, aventureiras, artistas, jornalistas e intelectuais. Radicada no Rio de Janeiro, a contista e romancista (também jornalista e tradutora) se dedica a prosa que traduz o fluxo de consciência, como na antologia de contos Os Venenos de Lucrécia”.
Premiada duas vezes com o Jabuti da ABL, recebeu em 1994 o título de Mestre em Teoria da Comunicação com a tese-ensaio “Rainha do Crime — Ótica Feminina no Romance Policial”. Em 2008, adaptei um dos seus contos para o teatro, “Na Penumbra com a Deusa Loura”, com direção de Matheus Saron.

junho 02, 2012

............. HILDA HILST: COMPREENDER e ser COMPREENDIDA


 
 
Genial, mística e irreverente, assim era a HILDA HILST (1930 - 2004. Jaú / São Paulo) que lembro. No início da década de 1990, inquilino na Casa do Sol, Parque Xangrilá, Campinas (SP), compartilhei segredos, vontades, pavores da autora de “Qadós” (1973). A residência da poeta não tinha tapetes no chão, nem cortinas nas amplas janelas. O fungo desenhava mapas miúdos nas paredes. Floresta majestosa de livros, papéis, lápis coloridos, canetas orientais, cristais, caixas, arcas, armários coloniais, uma lareira habitada por morcegos. No jardim, palmeiras, mangueiras, figueira centenária que atendia súplicas. Compromissada com presságios e premonições, entre viagens astrais e prognósticos, a majestosa senhora enxergava bolas douradas e nebulosos vultos de lábios violáceos em trajes de época. Quando não estava aborrecida, em noites de finíssimo timing cômico, a poeta recordava o passado frenético, cavando um fosso entre lenda e realidade. Após inúmeras farras, aos 34 anos, impressionada com a leitura de “Cartas a El Greco”, do grego Nikos Kazantzákis, isolou-se em Campinas. Ela começou a escrever para se livrar do fantasma da esquizofrenia. Por causa do pavor, fez da palavra uma experiência espiritualizada, múltipla em fervor místico, em metafísica e indagação filosófica. O grotesco e o lúdico, aliados a erudição e ao experimentalismo visceral da linguagem. Numa liberdade diante da sintaxe, muitos períodos hilstianos são incompletos, e a pontuação segue lógica particular. Ela precisa que o leitor aceite a palavra que lhe é ofertada, tornando-se capaz de atentar ao sentido da própria existência, num contraponto ostensivo à mediocridade. Na poesia, prosa ou teatro, HILDA HILST demonstra que há salvação a partir do esforço individual motivado pelo desejo transcendente de conhecimento.


QUATRO vezes HILST

“eu Nada, eu nome de Ninguém, eu à procura da luz numa cegueira silenciosa” 
A Obscena Senhora D

“Ah. Vontade de sacudir a todos. Como é que suportam esse buraco vazio? Como é possível ir até o fim da própria vida sem perguntar ao menos: por que é que estou vivo?” 
Tu Não Te Moves de Ti

“Eu sou aquele que é, o Homem disse. Eu sou aquele que não, eu digo. O nu. Sem nada. O todo partido, partindo a palavra. O que vê o mar, o céu mas não vê nada. O cego. O que se faz presente pela ausência. O acrobata sobre os fios do tempo. Segura-se aqui ali nas texturas da seda, esgarça o eu segura, despenca. O corpo da linguagem. O meu corpo.” 
Kadosh

“É triste explicar um poema. É inútil também. Um poema não se explica. É como um soco. E, se for perfeito, te alimenta para toda a vida. Um soco certamente te acorda e, se for em cheio, faz cair tua máscara, essa frívola, repugnante, empolada máscara que tentamos manter para atrair ou assustar. Se pelo menos um amante da poesia foi atingido e levantou de cara limpa depois de ler minhas esbraseadas evidências líricas, escreva, apenas isso: fui atingido. E aí sim vou beber, porque há de ser festa aquilo que na Terra me pareceu exílio: o ofício de Poeta.” 
Cascos & Carícias & Outras Crônicas

LEIA mais SOBRE HILDA

O FABULOSO DESTINO de HILDA HILST