novembro 08, 2011

......................................................... SOBRE O FIM DO MUNDO

turner
O homem é um ser enigmático. Obcecado pela vertigem do desconhecido, muitas vezes se deixa levar por profecias que narram o fim do mundo. Escrevo a propósito da especulada profecia Maia.  Essa antiga civilização - cujo império teve seu apogeu entre 250 e 900 d.C. onde hoje é o México e a América Central -, realmente inventou um calendário preciso, complexo e holístico, adivinhando com exatidão vários acontecimentos - como a chegada do homem branco em suas terras, comandado pelo sanguinário espanhol Hernan Cortez, em 8 de Novembro de 1519. Esse mesmo calendário anuncia que algo de muito grave se passará no solstício de inverno de 21 de dezembro de 2012. Tão terrível que o mundo tal como o conhecemos desaparecerá. Já os profetas medievais garantiram que no século 21 o aquecimento global provocará uma mudança do campo magnético terrestre, levando a um desastre global. Em termos históricos, em todas as civilizações da antiguidade surgiram profecias de um fim próximo. Sempre foi assim e, possivelmente, assim continuará sendo. Muitas dessas profecias trágicas dizem que a humanidade encontrará o seu fenecimento desencadeado por enchentes apocalípticas, chuvas de asteróides de impacto mortal ou fulminada por terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e outros desastres. Os cientistas descartam essa paisagem tão drástica, embora um ou outro acredite no drama inevitável que terá origem no derretimento das calotas polares. Portanto, o propagado aquecimento global é fator de destruição gradativa e progressiva do planeta em que vivemos. Basta lembrarmos as ocorrências recentes de desequilíbrio climático em diferentes pontos da Terra. Foram registrados no ano passado, 245 desastres naturais em todo o mundo, causando cerca de 7.000 mortes. Não devemos nos enganar, a administração dos recursos naturais tem se mostrado, de modo geral, a pior possível. O lixo produzido por um modelo de existência consumista e descartável polui os mananciais de água, inclusive os mais profundos. A emissão de gases poluentes é uma realidade em uma sociedade deslumbrada por máquinas movidas a fontes combustíveis. A falta de reposição equilibrada do que é velozmente sugado (árvores, água etc.) se transformou em um hábito irresponsável em dimensões inimagináveis, justificando uma comiseração pessimista. Há movimentos ecológicos tentando a redução desse comportamento inconsequente, mas são ínfimas as mudanças significativas. Sendo assim, o fim do mundo é inevitável? Os Maias estavam corretos? Com a palavra, o leitor.

8 comentários:

ANA CLÁUDIA BARROS disse...

Sob a ótica do comportamento humano, podemos dizer que estamos diante do fim do homem!

Parabenenizo o autor, que em sua sensibilidade latente, nos remete a uma reflexão profunda quanto ao que estamos fazendo com a terra, com o ar, com o Ser humano.

Ana Cláudia Barros

Anônimo disse...

Nem os maias estavam corretos nem nós o estamos. Ser é incorreto.

C S

Anônimo disse...

Seu texto me fez lembrar de Darwin: não é o mais forte ou o mais inteligente que sobreviverá, mas o MAIS ADAPTÁVEL às mudanças. Então, é certo que as mudanças virão (e estão ocorrendo, visto que só a mudança é permanente). A famosa luz no fim do tunel é provável que seja a postura do ser humano diante das mudanças. Quem sobreviver, verá!
Grande abraço - Neuzamaria Kerner

Anônimo disse...

O texto é de muita sensibilidade. Os Maias sabiam o que falavam em suas profecias, pois seguiam um calendário muito complexo e completo. Acredito em algo grande que vem acontecer, algo como realmente o fim dos tempos, o fim da História. Ou seja, o fim de um longo ciclo, uma grande mudança que marcará o início de um Novo tempo. Abraços, MoysésSimões.

Giovani disse...

bacana a revista.
quer fazer uma troca de links com o bar do escritor em
www.bardoescritor.net

Conceição Portela disse...

Acredito sim,, nas profecias dos Maias ,
causadas pelo próprio homem que está destruindo toda natureza .
Beijos, Conceição

Marcelo Lobo disse...

Acredito que estamos vivendo o inicio de uma nóva era na qual o que prevalecera sera a busca pela luz, a busca pelo "eu" interior para a adaptação do homem com a elevação ispiritual, mostrando assim o retrato da evolução para serem cumpridas não as profécias mais sim as vontades e revelações do nósso criador o 'Pai Celestial"...Abraços!!!

André De Paula Eduardo disse...

Só pra constar, é um obsessão do cinema recente, talvez últimos 30 anos ou mais. Sempre houve distopias e disasters, mas o catastrofismo virou gênero, com Mad Max, Terminator, coisas do Emmerich, até Happening de M. Night Shyamalan.